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POLÍTICA

Defesa de Dono do Banco Master Busca Acesso a Informações da PF Após Prisão

Advogados de Daniel Vorcaro questionam mandado de prisão e solicitam detalhes sobre investigação da Operação Compliance Zero.

05/03/2026 às 21:49
3 min de leitura
Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master

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Os advogados de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (5) para exigir que a Polícia Federal (PF) apresente as informações que sustentaram a ordem de prisão preventiva contra o banqueiro. A prisão ocorreu na quarta-feira (4), durante a terceira fase da Operação Compliance Zero.

A defesa alega que não teve acesso prévio aos documentos que justificaram o pedido de prisão. Os advogados buscam detalhes sobre trechos da decisão do ministro André Mendonça, do STF, que decretou a prisão de Vorcaro e outros investigados por supostos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, supostamente praticados por organização criminosa.

Pedidos da Defesa

Em nota, o advogado Edson Gushiken detalha que foram solicitadas informações sobre as datas das mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro e mencionadas no pedido de prisão. A defesa também questiona a existência do suposto grupo de troca de mensagens denominado “A Turma” e se Vorcaro seria integrante.

Os advogados pedem ainda detalhes sobre:

  • As datas das supostas invasões de sistemas de órgãos públicos e remoções de conteúdo online.
  • A identificação do documento, número de conta e evidências do bloqueio de R$ 2,2 bilhões em nome do pai do empresário.
  • Os documentos que comprovariam pagamentos para manter uma estrutura de vigilância e intimidação de pessoas que contrariavam os interesses financeiros de Vorcaro.

Segundo a PF, Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro e contador informal do grupo, era o responsável por esses pagamentos. Um dos beneficiários seria Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apelidado de Sicário.

Tentativa de Suicídio e Inquérito

Mourão, descrito como responsável por obter informações sigilosas e monitorar pessoas, foi encontrado tentando suicídio na carceragem da PF em Belo Horizonte. Ele foi socorrido e encaminhado para um hospital. A Polícia Federal abriu inquérito para investigar a morte de “Sicário”.

“Sicário” era investigado por suspeita de corrupção de servidores do Banco Central e por integrar o grupo que acessou indevidamente sistemas sigilosos da PF, do Ministério Público Federal e da Interpol.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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