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ESTADO

Baixo Pantanal (MS) zera óbito materno e reduz mortalidade infantil

Região alcança marco histórico após investimentos e qualificação da rede de assistência à saúde, impulsionados pelo PlanificaSUSA.

06/03/2026 às 09:19
3 min de leitura

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O Baixo Pantanal, em Mato Grosso do Sul, atingiu um marco histórico ao zerar os óbitos maternos, conforme o 3º RDQA (Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior) de 2025. A região também apresentou redução na taxa de mortalidade infantil.

O resultado é reflexo do fortalecimento da rede de cuidado, com qualificação da assistência pré-natal, da Atenção Primária à Saúde (APS) e da organização da rede regional de atendimento. As ações foram impulsionadas pelo PlanificaSUSA.

A região do Baixo Pantanal é composta por 12 municípios: Anastácio, Aquidauana, Bela Vista, Bodoquena, Bonito, Caracol, Dois Irmãos do Buriti, Guia Lopes da Laguna, Jardim, Maracaju, Nioaque e Porto Murtinho. Juntos, somam mais de 245 mil habitantes.

Trabalho Integrado

A secretária-adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone, ressalta que o indicador é resultado do trabalho integrado entre Estado e municípios. “Zerar o óbito materno em uma região demonstra que a rede está funcionando, com pré-natal qualificado, identificação de risco em tempo oportuno e fluxo assistencial organizado”, afirmou.

A redução da mortalidade infantil reflete investimentos no acompanhamento pré-natal, na qualificação das equipes e na ampliação do acesso aos serviços. O monitoramento contínuo dos indicadores permite intervenções mais rápidas, especialmente nos casos de maior risco.

Diagnóstico Precoce

A SES (Secretaria de Estado de Saúde) também direciona esforços para fortalecer o diagnóstico e o cuidado às crianças com anomalias congênitas, especialmente nos primeiros dias de vida.

Dados apontam que 44% dos óbitos infantis ocorrem entre 0 e 6 dias, período considerado decisivo para intervenções oportunas. A ampliação da triagem neonatal e a qualificação da assistência especializada são prioridades da gestão estadual.

A coordenadora de Saúde da Mulher, Criança e Maternidade da SES, Renata Meireles, destaca a importância do aprimoramento contínuo da linha de cuidado materno e infantil: “Os avanços mostram que estamos no caminho certo, mas os óbitos por anomalias congênitas exigem atenção permanente”.

Cardiopatias Congênitas

A SES tem intensificado ações voltadas ao diagnóstico e tratamento precoce das cardiopatias congênitas, uma das principais causas de morte neonatal. O fortalecimento da triagem neonatal e a qualificação da assistência nos primeiros dias de vida são estratégias centrais para reduzir óbitos evitáveis.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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