Dono do Banco Master é Preso em Brasília Após Decisão do STF
Daniel Vorcaro ficará isolado por 20 dias em penitenciária federal; PF investiga ligações com senador.
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O empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, foi transferido e chegou à Penitenciária Federal de Brasília na tarde desta sexta-feira (6), onde cumprirá prisão preventiva e permanecerá isolado por 20 dias. Antes de ser encaminhado à penitenciária, Vorcaro passou por análise no Instituto Médico Legal (IML).
A transferência para Brasília ocorreu após decisão do ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), que atendeu a um pedido da Polícia Federal (PF). Segundo a PF, a medida visa garantir a integridade física do investigado.
“Serão incluídos em estabelecimentos penais federais de segurança máxima aqueles para quem a medida se justifique no interesse da segurança pública ou do próprio preso, condenado ou provisório”, argumentou a PF.
A Polícia Federal também alega que a permanência de Vorcaro no presídio em Potim, interior de São Paulo, representava risco à segurança pública, devido à sua grande “articulação e influência” sobre atores do poder público e do setor privado, com potencial para interferir nas investigações ou nas determinações judiciais.
Investigação e Ligações Políticas
A PF encontrou em seu celular diálogos com o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e ordens de pagamento a uma pessoa de nome “Ciro”, citado sem o sobrenome. Ciro Nogueira confirmou conhecer Vorcaro, mas negou proximidade e recebimento de pagamentos, classificando as inferências como “mentira fabricada”. A defesa de Vorcaro não se manifestou.
Os investigadores apuram se há indícios de crimes envolvendo o banqueiro e o senador, que é presidente nacional do PP. No entanto, não há uma investigação formal instaurada contra Ciro Nogueira até o momento. A PF também investiga a influência de Vorcaro na aprovação da compra do Master pelo BRB, com intermediação do senador.
Operação da PF e Desvio de Previdência
Na mesma sexta-feira, a PF deflagrou uma operação para investigar suspeitas de corrupção e má gestão de aproximadamente R$ 390 milhões do fundo de Previdência Social do Estado do Amazonas, investidos irregularmente em instituições privadas, incluindo o Banco Master.
As investigações apontam que as manobras financeiras ocorreram entre junho e setembro de 2024, com a aplicação dos R$ 390 milhões em Letras Financeiras emitidas por bancos privados. A PF alega que esses investimentos desrespeitaram regras federais e normas básicas de governança, comprometendo a aposentadoria dos servidores estaduais.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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