Terça-feira, 17 de Março de 2026
Menu
INTERNACIONAL

Petro Acusa Equador por Explosões na Fronteira e Tensão Aumenta

Presidente colombiano insiste em autoria equatoriana em explosões, gerando crise diplomática e pedidos de investigação.

17/03/2026 às 19:19
3 min de leitura
Gustavo Petro durante discurso na Quinta de San Pedro Alejandrino, em Santa Marta

Anuncie Aqui

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, reacendeu a polêmica ao acusar o Equador de ser o responsável pelas recentes explosões na região de fronteira entre os dois países. As declarações foram feitas nesta terça-feira (17) e publicadas na rede social X (ex-Twitter), aumentando a tensão diplomática.

Segundo Petro, a suposta tentativa de ataque “não parece ser obra de grupos armados nem das forças de segurança”. O presidente colombiano questiona a explicação para a morte de 27 pessoas carbonizadas, afirmando que as bombas foram encontradas próximas a famílias que substituíram plantações de coca por atividades legais como a produção de café, chocolate e cacau.

Suspeitas e Investigações

Durante reunião do Conselho de Ministros na segunda-feira (16), Petro já havia levantado suspeitas sobre o envolvimento do Equador. Ele mencionou uma bomba de 250 kg que teria sido “lançada de um avião” próximo à fronteira. O presidente declarou que existe uma “gravação” das explosões, que seria originária do Equador e acessada pelas autoridades colombianas, e que deveria ser tornada pública.

Petro solicitou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que intercedesse junto ao presidente equatoriano, Daniel Noboa, para tratar sobre o caso. “Nós não queremos entrar em guerra”, afirmou o líder colombiano.

Resposta do Equador

O presidente do Equador, Daniel Noboa, respondeu às acusações também pelo X, afirmando que seu governo “combate o terrorismo relacionado às drogas” desde o início de seu mandato. Ele declarou que, com cooperação internacional, suas forças bombardeiam “os locais que serviram de esconderijos a grupos criminosos”.

Noboa reconheceu que essas organizações são “em sua maioria colombianas”, mas ressaltou que as ações ocorrem em território equatoriano, não na Colômbia. A crise diplomática segue em aberto, com a Colômbia buscando esclarecimentos sobre o incidente na fronteira e o Equador defendendo suas ações no combate ao narcotráfico.

Comentários

Anuncie Aqui

Alcance milhares de leitores

Imagem do avatar

André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

Ver mais matérias