Quarta-feira, 18 de Março de 2026
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INTERNACIONAL

Crise no Oriente Médio: Irã e aliados desafiam EUA e Israel

Após a morte do líder supremo iraniano, Teerã intensifica apoio a milícias e bloqueia estreito estratégico.

18/03/2026 às 03:19
3 min de leitura
Pessoas inspecionam os destroços de um prédio danificado após ataques aéreos no centro de Teerã, em 4 de março de 2026. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou em 4 de março que tinha controle total do Estreito de Ormuz, uma via navegável fundamental para o trânsito global de energia, enquanto Israel lançava uma nova onda de ataques contra a capital iraniana.

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O Oriente Médio enfrenta uma escalada de tensões após a morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, em uma ofensiva de Washington e Tel Aviv. Em resposta, Teerã bloqueou o Estreito de Ormuz e ordenou que milícias aliadas lançassem ataques coordenados.

O chamado “Eixo da Resistência”, liderado pelo Irã, busca consolidar a influência iraniana na região e desafiar a presença dos Estados Unidos e de Israel. Essa aliança descentralizada inclui governos aliados e grupos armados como o Hezbollah no Líbano, os Houthis no Iêmen e o Hamas nos territórios palestinos.

A Origem e Estratégia do Eixo

As bases do Eixo da Resistência foram estabelecidas após a Revolução Islâmica de 1979, com o Irã adotando uma postura de oposição à influência estrangeira e expansão do islamismo xiita. A Guerra Irã-Iraque (1980-1988) impulsionou a estratégia de “defesa avançada”, que consiste em combater inimigos fora das fronteiras iranianas por meio de guerras por procuração.

A primeira experiência bem-sucedida dessa política ocorreu em 1982, com a fundação e estruturação do Hezbollah durante a invasão israelense ao Líbano. O modelo de exportação militar se expandiu, com o Irã treinando, armando e subsidiando milícias na Síria, no Iraque e no Iêmen.

Financiamento e Logística

O financiamento e o suporte logístico ao Eixo da Resistência são operacionalizados pela Força Quds, unidade de elite da Guarda Revolucionária Iraniana. O Irã fornece expertise balística, rotas de contrabando, petróleo e subsídios diretos.

O Hezbollah, considerado uma força militar não-estatal poderosa, recebe cerca de US$ 60 milhões mensais do Irã, mesmo sob pressão militar. A estrutura financeira do grupo inclui operações em um sistema financeiro paralelo, como a instituição Al Qard al Hasan.

Já os rebeldes Houthis, no Iêmen, garantem o controle iraniano na entrada do Mar Vermelho. O Irã fornece tecnologia avançada para a montagem de drones suicidas e mísseis antinavio, impactando o tráfego marítimo comercial.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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