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POLÍTICA

Senador pede ao STF dados de linha telefônica ligada a investigação sobre Banco Master

Carlos Viana (Podemos-MG) busca identificar se houve contato entre o banco e membros da Corte.

19/03/2026 às 23:19
3 min de leitura
Presidente da CPMI, o senador Carlos Viana é um dos autores de requerimento para ouvir o advogado

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O senador Carlos Viana (Podemos-MG) solicitou formalmente à diretora-geral do Supremo Tribunal Federal (STF), Desdêmona Tenório de Brito Toledo Arruda, informações sobre a utilização de uma linha telefônica vinculada à Corte. O pedido surge em meio às investigações sobre o Banco Master, cujo dono, Daniel Vorcaro, teve seu sigilo quebrado, revelando um número ligado ao STF.

A solicitação foi feita nesta quinta-feira (19) e visa esclarecer se houve contato entre Vorcaro e membros do STF. Segundo o senador, a confirmação da titularidade da linha, obtida através do sistema Sittel junto a empresas de telefonia, motivou o pedido de informações detalhadas.

“Diante dessa confirmação, registra-se que há indício de que o sr. Vorcaro manteve contato com alguém vinculado ao Supremo Tribunal Federal. Ressalta-se, contudo, que não é possível, nesse momento, afirmar a identidade de qualquer autoridade específica”, declarou o senador Viana.

Entenda o caso Banco Master

A situação do Banco Master ganhou destaque após o Banco Central determinar sua liquidação extrajudicial em 18 de novembro, devido a indícios de irregularidades financeiras e grave crise de liquidez. O Will Bank, braço digital do Master, também teve seu encerramento forçado em janeiro.

A Polícia Federal deflagrou a Operação Compliance Zero, investigando a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras. Vorcaro chegou a ser preso e solto com tornozeleira eletrônica, sendo detido novamente em março.

As investigações apontam que o Banco Master oferecia CDBs com rentabilidade acima do mercado, assumindo riscos excessivos e inflando seu balanço financeiro. O caso, juntamente com a liquidação da gestora Reag, expôs tensões entre o STF, TCU, Banco Central e PF.

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) iniciou o ressarcimento aos credores do Banco Master, Banco Master de Investimento e Banco Letsbank, totalizando R$ 40,6 bilhões em garantias.

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André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

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