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INTERNACIONAL

Irã Rejeita Plano de Paz dos EUA e Tensão no Oriente Médio Aumenta

Proposta americana de 15 pontos é descartada por Teerã enquanto ataques persistem na região.

27/03/2026 às 13:49
3 min de leitura
Uma coluna de fumaça se eleva após um ataque à capital iraniana, Teerã, em 3 de março de 2026. O Irã intensificou seus ataques contra alvos econômicos e missões dos EUA em todo o Oriente Médio na terça-feira, enquanto o presidente dos EUA alertava que era "tarde demais" para a república islâmica buscar negociações para escapar da guerra. Os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã em 28 de fevereiro, resultando na morte do líder supremo iraniano, e a república islâmica retaliou com uma série de mísseis contra os estados do Golfo e Israel.

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O Irã rejeitou nesta quarta-feira (25) o plano de 15 pontos proposto pelos Estados Unidos para encerrar a guerra no Oriente Médio. A informação foi divulgada pela Press TV, canal estatal iraniano, após o Paquistão afirmar ter transmitido o documento a Teerã.

“A guerra terminará quando o Irã decidir encerrá-la, e não quando Trump considerar seu fim”, declarou uma autoridade iraniana sob anonimato à Press TV, reforçando a posição oficial de Teerã.

Detalhes do Plano e Rejeição

O projeto de Washington, cujos detalhes não foram confirmados por fontes independentes, representa as primeiras propostas oficiais dos Estados Unidos desde o início do conflito, desencadeado por ataques israelenses e americanos em 28 de fevereiro.

O documento foi transmitido ao Irã pelo Paquistão, país que mantém relações diplomáticas tanto com Teerã quanto com Washington, segundo informações de altos funcionários paquistaneses que preferiram não se identificar.

Ataques Persistem em Múltiplas Frentes

Enquanto as iniciativas diplomáticas ganham destaque, os ataques militares continuam. Nas últimas horas, foram registrados bombardeios no Irã, Israel, Líbano, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Arábia Saudita.

A Marinha iraniana alegou ter lançado mísseis de cruzeiro contra o porta-aviões americano “Abraham Lincoln”, alertando para possíveis novos ataques. Israel, por sua vez, reportou ter bombardeado alvos em Teerã e Isfahan.

Em Beirute, um correspondente da AFP relatou ter visto uma rua destruída por um bombardeio, com destroços de concreto e metal por toda parte. As autoridades locais informam que os ataques israelenses já resultaram em mais de mil mortos e um milhão de deslocados no Líbano desde o início do conflito.

Esforços Diplomáticos em Curso

Mediadores regionais confirmam que os esforços para transmitir mensagens entre as partes continuam nos bastidores, apesar das declarações públicas contraditórias.

“Há esperança, mas é cedo demais para ser otimista”, afirmou uma fonte diplomática regional, ressaltando a necessidade de que ambas as partes recuem sem perder prestígio.

O presidente do Parlamento iraniano, Mohamad Baqer Qalibaf, declarou publicamente: “Não testem nossa determinação em defender nosso território”.

Conteúdo da Proposta Americana

Segundo a emissora israelense Channel 12, a proposta americana de 15 pontos inclui medidas sobre o programa nuclear iraniano, o fim do apoio a aliados do Irã na região (como Hezbollah e Hamas) e a garantia de que o Estreito de Ormuz permaneça aberto à navegação.

Em contrapartida, o Irã receberia a suspensão de sanções internacionais e apoio ao seu programa nuclear civil.

As bolsas registraram alta e os preços do petróleo caíram diante dos sinais de possível distensão. No entanto, a atenção permanece voltada para o Estreito de Ormuz, cujo possível bloqueio, desde o início da guerra, fez o petróleo superar os 100 dólares por barril.

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André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

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