PSD questiona TSE sobre renúncia de Castro e eleições no Rio
Partido pede esclarecimentos sobre possível manobra para evitar eleição direta após cassação do ex-governador.
Anuncie Aqui
O PSD formalizou um pedido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), através do governador em exercício do Rio de Janeiro e do presidente do Tribunal de Justiça do RJ, Ricardo Couto, buscando esclarecimentos sobre os efeitos da cassação do ex-governador Cláudio Castro, antes da continuidade do processo eleitoral indireto pela Assembleia Legislativa (Alerj).
Cláudio Castro foi condenado pelo TSE por abuso de poder, tornando-se inelegível até 2030. Ele renunciou ao cargo um dia antes do julgamento.
O ofício, solicitado por Ricardo Couto, visa determinar se a renúncia de Castro configurou uma tentativa de evitar a realização de eleições diretas. “A renúncia de Cláudio Bomfim de Castro e Silva, caracteriza, em tese, uma tentativa de burla à hipótese de eleições diretas“, afirma o documento do PSD.
Entenda o Caso
Em coletiva, Couto explicou que a saída de Castro ocorreu por renúncia, caracterizando uma vacância não eleitoral, o que, em princípio, levaria a uma eleição indireta decidida pela Alerj. No entanto, a cassação do mandato poderia mudar o cenário para uma eleição direta, conforme a legislação eleitoral.
O TSE condenou Castro por 5 votos a 2, acusando-o de abuso de poder político e econômico na campanha de reeleição de 2022. Castro anunciou que recorrerá da decisão.
O ex-governador manifestou “grande inconformismo” com a decisão do TSE e prometeu lutar para reverter o resultado. Ele reafirmou sua convicção de ter governado o Rio de Janeiro dentro da legalidade.
Anuncie Aqui
Alcance milhares de leitores
Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
Ver mais matérias
Comentários