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INTERNACIONAL

Petróleo Dispara e Ameaça Recorde Histórico em Meio a Crise no Oriente Médio

Barril se aproxima de US$ 115 com tensões geopolíticas e conflitos regionais, impactando a economia global.

31/03/2026 às 04:20
3 min de leitura
Venezuela responde por menos de 1% do mercado mundial de petróleo

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A cotação do petróleo atingiu patamares alarmantes nesta segunda-feira (30), aproximando-se de US$ 115 por barril. Especialistas apontam para a maior alta mensal em décadas, impulsionada pelo agravamento do conflito no Oriente Médio. O Brent chegou a US$ 117 e o WTI superou os US$ 100, refletindo a crescente instabilidade nos mercados globais.

O aumento significativo é consequência direta das incertezas geradas pelo fechamento do Estreito de Ormuz e da escalada das tensões, incluindo a possibilidade de uma intervenção militar dos Estados Unidos no Irã.

Trump Cogita Ação Militar

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou ao Financial Times que avalia uma operação militar para controlar a ilha de Kharg, o principal terminal de exportação de petróleo iraniano. A declaração intensificou o temor de uma escalada ainda maior do conflito e suas consequências para o mercado energético global.

Cenários Alarmantes

Analistas, como Tamas Varga da PVM Energy, alertam que uma invasão terrestre ou a retaliação iraniana contra infraestruturas energéticas podem levar o preço do barril a níveis sem precedentes. “Se os Estados Unidos iniciarem uma invasão terrestre do Irã, possivelmente tomando a ilha de Kharg, ou se Teerã intensificasse os bombardeios de retaliação contra infraestruturas energéticas ou se fechasse totalmente o Estreito (de Ormuz), as projeções de 200 dólares por barril de petróleo deixarão de ser uma suposição de outro mundo”, afirmou Varga.

O preço do petróleo nunca ultrapassou US$ 150 por barril, um recorde de julho de 2008. No entanto, a cotação do Brent do Mar do Norte aumentou quase 60% desde o início do conflito e o do WTI, quase 30%.

Impacto Global

O bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã, por onde circulam 20% dos combustíveis mundiais, já causa escassez na Ásia e instabilidade nas bolsas de valores. O Kuwait acusou o Irã de atingir uma usina de dessalinização e energia, enquanto a Arábia Saudita interceptou mísseis balísticos.

Em território iraniano, bombardeios atribuídos a Israel causaram apagões em Teerã. Israel também intensificou os ataques contra o Hezbollah no Líbano, resultando em um alto número de vítimas.

Mediação em Curso

O Paquistão tenta mediar o conflito, reunindo ministros de Arábia Saudita, Turquia e Egito em Islamabad para buscar um cessar-fogo. No entanto, o governo iraniano considera a diplomacia americana uma “cortina de fumaça”, mencionando o envio de tropas americanas à região.

Apesar das tensões, Trump expressou confiança em uma solução negociada, mas o envio de recursos militares e as ameaças de invasão indicam um futuro incerto para o fornecimento global de energia nas próximas semanas.

Fonte: Jovem Pan News (Com informações da AFP)

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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