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POLÍTICA

Senador entrega relatório rejeitado da CPMI do INSS ao ministro do STF André Mendonça

Carlos Viana busca apoio do STF após relatório ser barrado na CPMI com votos da base governista.

31/03/2026 às 15:40
3 min de leitura
Senador Carlos Viana (Podemos-MG) e ministro do STF André Mendonça

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O senador Carlos Viana (Podemos-MG) anunciou, nesta terça-feira (31), que entregará ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), o relatório final da CPMI do INSS, rejeitado pela maioria dos integrantes da comissão com apoio da base do presidente Lula (PT).

“Nós queremos entregar em mãos uma cópia do trabalho da CPMI, todo o relatório que foi barrado pela base do governo”, declarou Viana.

Rejeição do Relatório

Na semana passada, o documento elaborado pelo deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) foi rejeitado pela maioria do colegiado, encerrando a CPMI sem um relatório final. A versão de Gaspar pedia o indiciamento do empresário Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho de Lula, e do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. No caso de Lulinha, havia um pedido de prisão preventiva sob alegação de risco de fuga para a Espanha.

Viana criticou a base do governo, acusando-a de “blindar” as investigações. Ele relatou dificuldades como a obstrução de requerimentos e quebras de sigilo de pessoas importantes. Segundo o senador, parlamentares o procuraram pedindo para não serem citados no relatório.

Contraproposta e Defesa de Viana

A bancada petista propôs um texto alternativo, com pedidos de indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Incluíram também o cunhado e operador financeiro de Vorcaro, Fabiano Zettel.

Mendonça é o relator da Operação Sem Desconto, que investiga descontos ilegais a aposentados do INSS. O ministro havia autorizado a prorrogação da CPMI, mas a decisão foi derrubada pelo plenário do STF.

Viana também se defendeu de acusações sobre irregularidades na distribuição de emendas, alvo de cobranças do ministro do STF Flávio Dino. O senador associou as investigações a represálias por sua atuação na CPMI, que teria desagradado a base governista. “Todo parlamentar que se insurge contra um governo do PT é atacado não só politicamente, mas também pessoalmente”, afirmou.

*Com informações do Estadão Conteúdo

Fonte: Jovem Pan News

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André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

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