Presidente do Irã Afirma em Carta: ‘Nunca Escolhemos a Agressão’
Em mensagem direta aos americanos, Pezeshkian nega ser ameaça e critica ações militares dos EUA e Israel.
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O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, divulgou nesta quarta-feira (1º) uma carta aberta ao povo norte-americano, na qual nega qualquer histórico de agressão por parte de seu país. Segundo ele, o Irã “nunca, em sua história moderna, escolheu o caminho da agressão, da expansão, do colonialismo ou da dominação”, mesmo enfrentando pressões de potências globais.
Pezeshkian defende que o Irã apenas se defendeu de ataques e questiona a percepção do país como uma ameaça, classificando-a como “fruto dos caprichos políticos e econômicos dos poderosos”. Ele ainda levantou dúvidas sobre se os interesses do povo americano estão sendo atendidos com o conflito atual.
Críticas às Ações Militares
O presidente iraniano argumenta que não há ameaça iraniana que justifique “o massacre de crianças inocentes, a destruição de instalações farmacêuticas para tratamento de câncer ou a ostentação de bombardear um país”.
Ele também acusou Israel de “manipular” os Estados Unidos para entrarem na guerra, buscando desviar a atenção de seus “crimes contra os palestinos”. Pezeshkian questionou se a política de “América em primeiro lugar” é realmente uma prioridade do governo americano, ou se Trump estaria enganando seus cidadãos.
Para Pezeshkian, as ações de guerra dos EUA contra o Irã representam uma escolha entre “confronto e engajamento” que “moldará o futuro por gerações”. Ele classificou os ataques de Israel e Estados Unidos contra a infraestrutura elétrica iraniana como “um crime de guerra”.
“Atacar a infraestrutura vital do Irã, incluindo as instalações de energia e industriais, atinge diretamente o povo iraniano”, escreveu.
A carta termina com uma referência à resiliência do Irã ao longo da história: “Ao longo de sua milenar história orgulhosa, o Irã sobreviveu a muitos agressores. Tudo o que resta deles são nomes manchados na história, enquanto o Irã perdura—resiliente, digno e orgulhoso”.
A divulgação da carta ocorre em meio a um discurso de Donald Trump sobre a guerra com o Irã e alegações de um pedido de cessar-fogo por parte de Pezeshkian, posteriormente negadas pelo governo iraniano.
A Guarda Revolucionária Iraniana assegurou que o Estreito de Ormuz, rota crucial para um quinto do petróleo mundial, permanecerá fechado aos países “inimigos”.
Com informações da AFP.
Fonte: Jovem Pan News
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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