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INTERNACIONAL

Irã Ameaça EUA e Israel com Ataques ‘Devastadores’ em Meio a Escalada no Oriente Médio

Após ameaça de Trump de bombardear o Irã até a 'Idade da Pedra', Teerã promete resposta 'devastadora' e lança projéteis contra Israel.

02/04/2026 às 07:40
3 min de leitura
Uma bola de fogo se eleva do local de um ataque aéreo israelense que teve como alvo um prédio no bairro de Bashoura, em Beirute, na madrugada de 18 de março de 2026. O Líbano foi arrastado para a guerra no Oriente Médio em 2 de março, quando o grupo militante Hezbollah, apoiado pelo Irã, lançou foguetes em direção a Israel em resposta aos ataques conjuntos dos EUA e de Israel que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei.

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O Irã elevou a tensão no Oriente Médio ao prometer ataques “devastadores” contra os Estados Unidos e Israel. A ameaça surge em resposta às declarações do presidente americano Donald Trump, que afirmou que intensificará os bombardeios contra a República Islâmica até que o país volte à “Idade da Pedra”.

Trump declarou que os EUA estão “muito próximos” de alcançar seus objetivos, mas alertou que os ataques se intensificarão caso o Irã não concorde com um acordo para encerrar o conflito. “Nas próximas duas a três semanas, vamos fazê-los voltar à Idade da Pedra, de onde vieram”, disse o presidente em um discurso.

O conflito, que já dura mais de um mês, teve início com ataques americanos e israelenses ao Irã e se espalhou por todo o Oriente Médio, causando graves consequências para a economia mundial. Nesta quinta-feira (2), o Ministério da Saúde iraniano relatou danos significativos ao Instituto Pasteur em Teerã, um centro de saúde fundamental.

Resposta Iraniana

A resposta do Irã às declarações de Trump foi imediata. “Com a confiança em Deus Todo-Poderoso, esta guerra continuará até sua humilhação, desonra, arrependimento permanente e seguro, e rendição”, declarou o comando militar iraniano, Khatam al-Anbiya, em comunicado divulgado pela televisão estatal. “Aguardem nossas ações mais devastadoras, amplas e mais destrutivas.”

O Irã também prosseguiu com o lançamento de projéteis contra Israel, resultando em quatro pessoas levemente feridas na região de Tel Aviv. A situação obrigou muitos israelenses a celebrar a Páscoa judaica em abrigos subterrâneos.

Trump mencionou a possibilidade de um acordo para o fim da guerra, que tem causado a disparada dos preços dos combustíveis e a queda de sua popularidade. Ele considera viável dialogar com os novos dirigentes iranianos, que, segundo ele, seriam “menos radicais e muito mais razoáveis” que seus antecessores.

Teerã rejeitou as propostas de Washington, considerando-as “maximalistas e irracionais”. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baqai, afirmou que “mensagens foram recebidas por meio de intermediários, entre eles o Paquistão, mas não há negociações diretas com os Estados Unidos”.

Trump advertiu que, se um acordo não for alcançado, Washington tem o olhar voltado para alvos cruciais, incluindo “as centrais elétricas do país”.

Apesar da violência, os apoiadores do governo iraniano mostram resiliência. “Esta guerra já dura um mês. Demore o tempo que precisar demorar, seguiremos em frente”, afirmou Musa Nowruzi, um aposentado de 57 anos, durante o funeral de um comandante naval da Guarda Revolucionária morto em um ataque israelense. “Resistiremos até o fim.”

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André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

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