Trump Afirma Estar ‘Desmantelando’ Defesa Iraniana, Mas Omite Controle no Estreito de Ormuz
Em pronunciamento, presidente dos EUA alega vitórias e promete mais ataques, mas ignora impactos no mercado de petróleo.
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Em seu primeiro pronunciamento nacional desde o início do conflito, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as forças militares americanas estão “desmantelando sistematicamente” a capacidade de defesa do Irã. A declaração, feita na noite de quarta-feira (1º), aponta para a proximidade de atingir os objetivos “estratégicos centrais” da guerra, que já dura 32 dias.
Alegadas Vitórias e Próximos Ataques
Trump exaltou o que considera vitórias no campo de batalha e prometeu intensificar os ataques nas próximas semanas, sem descartar negociações. “Vamos atacar com extrema força nas próximas duas a três semanas. Vamos levá-los de volta à idade da pedra, onde pertencem”, declarou. Ele ainda afirmou que uma mudança de regime no Irã ocorreu em função da morte de seus líderes, resultando em um grupo “menos radical e mais razoável”.
O presidente americano mencionou usinas de geração de energia como alvos estratégicos, ressaltando que não atacaram o petróleo para não eliminar chances de sobrevivência e reconstrução.
Contradições e o Estreito de Ormuz
Em diversos momentos, Trump usou uma retórica exagerada, alegando ter “destruído e esmagado” forças militares iranianas, como a Marinha e a Força Aérea. No entanto, não explicou por que o Estreito de Ormuz, rota crucial para o comércio de petróleo, segue com acesso controlado pelos iranianos, impactando os preços globais dos combustíveis.
Trump minimizou a importância do Estreito de Ormuz para os EUA, afirmando que o país não depende do petróleo comercializado por essa via. Ele responsabilizou outros países pela segurança da passagem marítima: “Os Estados Unidos importam quase nenhum petróleo pelo Estreito de Ormuz – e não importarão no futuro. Não precisamos disso… os países do mundo que recebem petróleo pelo Estreito de Ormuz precisam cuidar dessa passagem”.
Alianças no Oriente Médio e Alta do Petróleo
Trump agradeceu e citou países aliados no Oriente Médio, como Israel, Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrein, que têm bases americanas em seus territórios e são alvos do Irã em retaliação.
Sobre a alta do petróleo, o presidente dos EUA considerou o problema passageiro, atribuindo-o a ataques iranianos contra petroleiros comerciais: “Esse aumento de curto prazo é resultado direto de ataques terroristas insanos do regime iraniano contra petroleiros comerciais em países vizinhos que nada têm a ver com o conflito. Isso é mais uma prova de que o Irã jamais pode ser confiável com armas nucleares”.
Ao justificar a continuidade da guerra, Trump comparou-a com outros conflitos históricos envolvendo os EUA, como a Primeira e a Segunda Guerra Mundial.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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