Cuba Liberta Mais de 2 Mil Presos em Gesto Humanitário
Em meio à pressão dos EUA, governo cubano concede indulto da Semana Santa, beneficiando mais de 2 mil detentos.
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O governo de Cuba anunciou, nesta quinta-feira, a libertação antecipada de 2.010 presos, alegando um “gesto humanitário” no contexto do indulto da Semana Santa. Esta é a segunda soltura de detentos em menos de um mês, em um cenário de crescente pressão dos Estados Unidos sobre a ilha.
“O indulto aprovado pelo governo é um gesto humanitário e soberano”, informou uma nota oficial divulgada pela TV cubana, ressaltando que a medida ocorre em meio às celebrações religiosas da Semana Santa.
Contexto Político e Econômico
O anúncio surge pouco após o governo de Donald Trump ter aliviado o bloqueio petrolífero à ilha, permitindo a entrada de um petroleiro russo em Cuba, que enfrenta uma severa crise energética. Trump tem expressado o desejo de uma mudança de regime em Cuba, que Washington considera uma “ameaça excepcional” devido às suas relações com Rússia, China e Irã.
Nos últimos meses, o governo americano intensificou as ameaças contra Havana, inclusive mencionando a possibilidade de “tomar” a ilha, governada pelo Partido Comunista (PCC).
Critérios para o Indulto
As autoridades cubanas não divulgaram uma lista dos presos beneficiados nem os motivos de suas detenções, mas informaram que são réus que cumpriram “uma parte importante das penas” e demonstraram “bom comportamento”.
A nota oficial também destaca que o governo considerou o “estado de saúde” dos presos, incluindo “jovens, mulheres, idosos com mais de 60 anos”, assim como “estrangeiros e cidadãos cubanos residentes no exterior”.
Foram excluídos do indulto indivíduos condenados por crimes como agressão sexual, pedofilia com violência, assassinato, homicídio, drogas, furto e roubo com violência ou força com utilização de armas, corrupção de menores, crimes contra a autoridade, reincidentes e multirreincidentes.
Este é o quinto indulto realizado pelo governo cubano desde 2011, beneficiando mais de 11.000 pessoas. Em 12 de março, o governo já havia libertado 51 presos como gesto de “boa vontade” com o Vaticano, mediador histórico entre Havana e Washington.
Um dia depois, o governo de Miguel Díaz-Canel confirmou a manutenção de conversações com os Estados Unidos, conforme anunciado anteriormente por Trump.
Marco Rubio, secretário de Estado americano de origem cubana e crítico do governo comunista, declarou que Cuba necessita de reformas econômicas e políticas para resolver seus problemas, acentuados pela crescente pressão externa.
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André Vilela
Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.
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