Chikungunya: SES cria fluxo emergencial para casos graves no MS
Medida visa agilizar atendimento e transferência de pacientes, principalmente em Dourados, onde a circulação do vírus é alta.
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Em resposta ao aumento expressivo de casos de chikungunya, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) implementou um fluxo emergencial de regulação médica para pacientes em estado grave no Mato Grosso do Sul. A medida, formalizada pela Resolução SES/MS nº 555, busca otimizar o atendimento e reduzir o tempo de resposta assistencial.
A resolução estabelece prazos mais curtos para a tomada de decisões regulatórias em casos prioritários (P1.0 e P1.1), limitando a uma hora o tempo máximo para definição após a solicitação. O objetivo é garantir um atendimento rápido e eficaz, minimizando o risco de agravamento da condição dos pacientes.
A normativa também prevê o uso da “vaga zero”, um recurso excepcional que permite a transferência imediata de pacientes críticos, mesmo na ausência de leitos disponíveis. Essa medida será acionada quando as alternativas convencionais de encaminhamento se esgotarem e o tempo de resposta for crucial para a sobrevivência do paciente.
Dourados em Alerta
A iniciativa surge em um contexto de emergência em saúde pública em Dourados, onde a epidemia de chikungunya permanece ativa. Dados recentes apontam para taxas de positividade entre 72% e 79%, consideradas elevadas, além do registro de casos graves, gestantes infectadas e óbitos pela doença.
A secretária de Estado de Saúde em exercício, Crhistinne Maymone, destacou a importância da medida para garantir um atendimento mais ágil e seguro. “Estamos estruturando um fluxo mais rápido, organizado e resolutivo para garantir que os pacientes graves tenham acesso ao atendimento oportuno no menor tempo possível. Essa resposta ágil é fundamental para salvar vidas”, afirmou.
O fluxo emergencial prioriza a articulação entre as centrais de regulação municipal e estadual, definindo responsabilidades e sequências de encaminhamento. Em Dourados, o HU-UFGD (Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados) e o HRD (Hospital Regional de Dourados) serão referências para casos graves. A resolução também detalha critérios clínicos para classificação dos pacientes e medidas de monitoramento da efetividade do fluxo.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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