Quarta-feira, 8 de Abril de 2026
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POLÍTICA

Federação PSOL-Rede questiona divisão de vagas ao Senado em SP

Juliano Medeiros critica concentração de indicações no PSB e defende nome próprio, com destaque para Marina Silva.

08/04/2026 às 22:00
3 min de leitura
Juliano Medeiros, presidente nacional da federação Psol-Rede

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O presidente nacional da federação PSOL-Rede, Juliano Medeiros, expressou discordância com a divisão de vagas ao Senado em São Paulo, considerando “não justo” que o PSB concentre as duas indicações na chapa majoritária. A declaração surge em meio às articulações para as eleições de 2026.

Segundo Medeiros, a divisão proposta é desproporcional e ignora a relevância política e eleitoral da federação, que busca incluir um nome próprio na composição, com ênfase em Marina Silva.

Prioridades da Federação

A federação estabeleceu como prioridade a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2026, além de aumentar suas bancadas no Congresso Nacional. Medeiros enfatizou que superar a cláusula de barreira é crucial para assegurar a manutenção das prerrogativas partidárias.

Ele ressaltou a importância de a federação retomar o protagonismo no Senado, investindo em nomes competitivos em diversos estados. Em São Paulo, Medeiros reafirmou o apoio à candidatura de Marina Silva, criticando a possibilidade de o PSB ocupar ambas as vagas na chapa liderada por Fernando Haddad.

“Não se trata apenas de uma questão de espaço, mas de representatividade. A federação tem peso político, bancada e história. É legítimo que possamos compor a chapa com um nome nosso”, declarou Medeiros.

O presidente da federação também ponderou que o debate ainda é prematuro, considerando que o eleitorado tende a se concentrar mais na disputa presidencial e nos governos estaduais neste momento. No entanto, defendeu que a definição dos nomes ao Senado ocorra com celeridade para evitar tensões internas e permitir maior foco na campanha.

Críticas à Gestão Tarcísio

Medeiros teceu duras críticas à gestão do governador Tarcísio de Freitas, classificando o governo como marcado por retrocessos em áreas essenciais como segurança pública e educação. Ele citou o aumento da violência urbana e o crescimento de feminicídios no estado, além de criticar a política de privatização da Sabesp.

Na educação, Medeiros apontou o fechamento de salas de aula e a demissão de trabalhadores como sinais de desmonte da rede pública. Ele também mencionou o aumento de pedágios como outro ponto negativo da atual gestão.

Para Medeiros, esses fatores devem ser explorados pela oposição ao longo da campanha. “Há uma contradição entre a avaliação geral e a realidade concreta vivida pela população. É papel da oposição apresentar esses dados e promover o debate público”, concluiu.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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