Irã ameaça negociações de paz após alegações de violações
Presidente do Parlamento iraniano aponta quebra de cessar-fogo e invasão aérea antes de encontro no Paquistão.
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O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, declarou nesta quarta-feira (08) que o país pode não prosseguir com as negociações de paz agendadas para esta sexta-feira (10) no Paquistão. A alegação é de que três pontos cruciais de uma proposta de 10 itens foram desrespeitados.
Qalibaf usou a rede social X para denunciar as supostas violações, que incluem a quebra do cessar-fogo no Líbano, a incursão de um drone no espaço aéreo iraniano e a contestação do direito do Irã ao enriquecimento de urânio.
Paquistão busca mediar a crise
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, havia anunciado que Islamabad receberia delegações dos Estados Unidos e do Irã para as negociações, buscando um acordo definitivo para solucionar as disputas. No entanto, as declarações de Qalibaf lançam dúvidas sobre a realização do encontro.
Estreito de Ormuz novamente fechado
Além disso, a agência de notícias iraniana Fars reportou que o Irã fechou novamente o Estreito de Ormuz para petroleiros e ameaça romper o cessar-fogo após supostos ataques israelenses contra o Líbano. A medida foi tomada um dia após a reabertura da rota, que é crucial para o comércio mundial de petróleo.
Ultimato adiado
Na terça-feira (07), os Estados Unidos adiaram um ultimato que exigia a reabertura do Estreito de Ormuz, após solicitação do Paquistão. As negociações, mediadas pelo Paquistão, podem durar até 15 dias, com possibilidade de extensão.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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