Tráfego Lento no Estreito de Ormuz Após Cessar-Fogo EUA-Irã
Centenas de navios aguardam liberação após trégua, mas o tráfego permanece bem abaixo dos níveis normais.
Anuncie Aqui
O tráfego no Estreito de Ormuz segue limitado nesta sexta-feira (10), com centenas de navios mercantes bloqueados no Golfo Pérsico. A situação persiste dois dias após a entrada em vigor de um cessar-fogo de duas semanas entre os Estados Unidos e o Irã.
Apesar da trégua, o fluxo de embarcações pela crucial via marítima, que havia sido praticamente fechada pelo Irã desde o início do conflito em 28 de fevereiro, ainda é significativamente restrito. A reabertura do estreito era uma das condições para a suspensão temporária das hostilidades.
Dados recentes indicam que apenas 16 navios de transporte de matérias-primas cruzaram o estreito desde a última quarta-feira, de acordo com a empresa de dados marítimos Kpler. Desse total, 10 tinham origem ou destino no Irã, mantendo a proporção observada antes do cessar-fogo.
Tráfego Ainda Abaixo do Normal
O volume de tráfego permanece 90% abaixo dos níveis normais, impulsionado quase que exclusivamente pelo comércio iraniano, conforme análise de Bridget Diakun, da Lloyd’s List Intelligence. A expectativa é que, caso o cessar-fogo se mantenha, o número de travessias diárias chegue a 10 ou 15, segundo estimativas de Ana Subasic, da Kpler.
Desde o início do conflito, cerca de 800 navios estão bloqueados no Golfo, sendo 600 deles navios de transporte de mercadorias de porte médio a grande, de acordo com o Lloyd’s List. Em 7 de abril, a Kpler contabilizou 172 milhões de barris de petróleo bruto e produtos refinados a bordo de aproximadamente 187 petroleiros na região.
Taxas e Rotas Alternativas
Desde o início da guerra, o Irã tem aplicado taxas para a travessia do estreito e pretende mantê-las como parte das negociações com os Estados Unidos. O presidente americano, Donald Trump, já se manifestou contra a imposição de qualquer pedágio, uma opção que também é considerada inaceitável pela União Europeia e gera divergências no Golfo.
Informações da agência Bloomberg sugerem que o valor exigido poderia chegar a 2 milhões de dólares por travessia. O jornal Financial Times menciona a possibilidade de um pagamento de um dólar por barril de petróleo, em criptomoedas ou yuans.
O Irã também impôs rotas alternativas para os navios que transitam pelo estreito, alegando risco de minas marítimas na rota habitual.
Anuncie Aqui
Alcance milhares de leitores
Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
Ver mais matérias
Comentários