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INTERNACIONAL

Norueguês se livra do HIV após transplante de medula óssea

Paciente de Oslo entra para o seleto grupo de pessoas consideradas curadas do vírus após tratamento contra câncer.

13/04/2026 às 21:40
3 min de leitura
hiv

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Um paciente norueguês de 63 anos alcançou a remissão do HIV após receber um transplante de medula óssea de seu irmão, como tratamento para um câncer no sangue. O caso, apelidado de “paciente de Oslo”, foi detalhado em um estudo publicado nesta segunda-feira (13) na revista Nature Microbiology.

O caso do paciente de Oslo se junta a uma dezena de outros em que indivíduos foram curados ou considerados curados da infecção pelo HIV, o vírus causador da Aids. O ponto em comum entre esses pacientes é o transplante, geralmente de medula óssea, necessário para tratar um câncer agressivo no sangue sem outras perspectivas de cura além do transplante de células-tronco.

A mutação chave

Os riscos associados ao procedimento são minimizados quando o doador possui uma mutação chamada CCR5, capaz de permitir que o sistema imunológico elimine o HIV do organismo.

O paciente de Oslo, soropositivo desde 2006, foi diagnosticado com câncer no sangue em 2017. Sem o transplante de medula, sua sobrevida era incerta. A equipe médica inicialmente buscou um doador com a mutação CCR5, mas, sem sucesso, optaram pelo irmão mais velho do paciente, buscando a maior compatibilidade possível.

A equipe médica surpreendeu-se ao descobrir que o irmão doador possuía a mutação CCR5, presente em apenas 1% da população naquela região do mundo. O paciente descreveu a coincidência como “ganhar duas vezes na loteria”, conforme relatado à AFP pelo médico Anders Eivind Myhre, membro da equipe e principal autor do estudo.

Remissão e bem-estar

Dois anos após a cirurgia, o paciente suspendeu a medicação para controlar o HIV e o vírus não foi mais detectado em seu organismo. Segundo Myhre, o paciente está em excelente estado de saúde.

Este tipo de caso é considerado excepcional, devido aos riscos inerentes ao transplante de medula óssea, e não representa um modelo de tratamento viável para a maioria dos milhões de pessoas que vivem com HIV.

*Com informações da AFP

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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