Rota Bioceânica: MS garante infraestrutura para impulsionar logística e comércio
Governo estadual detalha avanços em obras e planejamento para o corredor que ligará o Brasil ao Pacífico.
Anuncie Aqui
O Governo de Mato Grosso do Sul está empenhado em garantir que a infraestrutura da Rota Bioceânica atenda plenamente às demandas logísticas e comerciais. Os avanços e desafios do projeto foram apresentados pelo secretário da Semadesc, Artur Falcette, durante evento na OAB-MS.
A Rota Bioceânica, um corredor que conectará Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, é vista como uma iniciativa crucial para impulsionar a economia sul-americana. Em Mato Grosso do Sul, o projeto avança com investimentos em infraestrutura e ações coordenadas em diversas áreas.
“Estamos falando de um projeto estratégico que vai transformar a logística e a economia de Mato Grosso do Sul”, enfatizou o secretário Artur Falcette, destacando o potencial da Rota para ampliar a competitividade e promover a integração com mercados internacionais.
Ponte Binacional: Avanço Significativo
Um dos principais marcos do projeto é a construção da ponte sobre o Rio Paraguai, que ligará Porto Murtinho (MS) a Carmelo Peralta, no Paraguai. A obra, com investimento de US$ 85 milhões financiados pela Itaipu Binacional, já atingiu cerca de 90% de execução e tem previsão de conclusão para agosto de 2026.
Além da ponte, as obras de acesso também estão em andamento. No lado brasileiro, a implantação e pavimentação do acesso à ponte internacional e o contorno rodoviário de Porto Murtinho, na BR-267/MS, seguem com cerca de 35% de execução, com conclusão prevista para julho de 2027. No Paraguai, o asfaltamento da rodovia PY-15 (Picada 500) também avança.
“O avanço das obras demonstra o compromisso dos países envolvidos com a consolidação do corredor”, afirmou Falcette.
Centro Aduaneiro e Planejamento Estratégico
Outro destaque é o projeto do centro aduaneiro de controle de fronteira, que seguirá o modelo de cabeceira única, integrando os sistemas de controle de Brasil e Paraguai. O DNIT é responsável pelo desenvolvimento dos projetos.
Para o planejamento estratégico, foi elaborado o Plano Mestre Regional de Integração e Desenvolvimento do Corredor Bioceânico de Capricórnio, financiado pelo BID, com investimento de US$ 600 mil. O documento estabelece diretrizes para a integração regional, com diagnósticos e planos de ação.
A governança do corredor envolve articulação entre os níveis estadual, federal e internacional. Em Mato Grosso do Sul, o Comitê Estadual da Rota Bioceânica, coordenado pela Semadesc, foi instituído para garantir a efetividade das ações.
Anuncie Aqui
Alcance milhares de leitores
André Vilela
Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.
Ver mais matérias
Comentários