MS Supera Impulsiona Educação de Indígenas e Abre Novas Vagas
Programa estadual oferece R$ 1.621 mensais para estudantes, com recorde de 2.500 bolsas em 2024.
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O programa MS Supera está transformando a vida de estudantes em Mato Grosso do Sul, com um impacto significativo nas comunidades indígenas. Atualmente, 158 estudantes indígenas recebem R$ 1.621 por mês para financiar seus estudos, sendo 155 em cursos universitários e três em cursos técnicos.
O Governo do Estado, através da Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos), anunciou a abertura de novas vagas para o MS Supera. Em 2024, o programa contemplará um número recorde de 2.500 alunos, incluindo indígenas e não indígenas. O processo seletivo já encerrou, com 1.491 candidatos habilitados de um total de 6.094 inscritos.
História de Superação
Ana Vanessa Neres, indígena da etnia Kinikinau, é um exemplo do impacto positivo do MS Supera. Mãe solteira de 38 anos, ela cursa Geografia na UFMS em Aquidauana e utiliza o auxílio para custear seus estudos e sustentar seus filhos.
“Para mim, o MS Supera é tudo! É como se fosse o meu marido. Ele me sustenta. Sem ele, não conseguiria estudar”, relata Ana Vanessa, destacando a importância do programa para sua estabilidade financeira e foco nos estudos.
Requisitos para Participar
Para ser elegível ao MS Supera, o estudante deve atender aos seguintes critérios:
- Renda individual de até 1,5 salário mínimo (para quem mora sozinho) ou renda familiar total de até 3 salários mínimos.
- Estar aprovado ou matriculado em curso técnico ou superior (presencial ou EAD autorizado pelo MEC).
- Estudar em instituição com polo em Mato Grosso do Sul.
- Não possuir curso superior concluído.
- Residir em Mato Grosso do Sul há mais de 2 anos.
- Estar inscrito no CadÚnico.
- Não receber outra bolsa ou auxílio similar.
- Não ter mais de 4 reprovações no curso.
- Não ter outro familiar já beneficiário do MS Supera.
Identidade e Resistência
A história de Ana Vanessa também reflete a luta pela identidade cultural. Registrada como Terena, ela pertence à etnia Kinikinau, que enfrentou um período de quase extinção. A indígena busca o reconhecimento oficial de sua etnia em seus documentos, simbolizando a resiliência de seu povo.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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