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POLÍTICA

Lula critica guerras e cobra ação do Conselho de Segurança da ONU

Presidente questiona líderes mundiais sobre a ineficácia do Conselho em conter conflitos globais.

19/04/2026 às 15:39
3 min de leitura
Lula

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou duramente as guerras ao redor do mundo neste domingo (19), cobrando uma postura mais ativa do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para o fim dos conflitos.

Lula questionou a efetividade do órgão, composto por Estados Unidos, Rússia, França, Reino Unido e China, em manter a paz global. “Não é possível que as pessoas não compreendam que o Conselho de Segurança da ONU foi criado para que mantivesse a paz, a harmonia, para que a gente evitasse a repetição da Segunda Guerra Mundial. E hoje o mundo vive a maior quantidade de conflitos da sua história”, declarou durante discurso na feira industrial Hannover, na Alemanha.

O presidente direcionou suas perguntas aos líderes das nações que integram o Conselho. “É de se perguntar ao presidente Trump, ao presidente Putin, ao presidente Xi Jinping, ao presidente Macron e ao primeiro-ministro do Reino Unido: Para que serve o Conselho de Segurança da ONU? Por que vocês não se reúnem e não param com essas guerras?”, indagou.

Lula reiterou que o mundo gasta US$ 2,7 trilhões com guerras, enquanto recursos poderiam ser destinados ao combate à fome e a políticas migratórias. Ele criticou a falta de amparo aos imigrantes. “Por que não decidem destinar o dinheiro que está fazendo guerra, matando e destruindo, para a gente poder cuidar dos milhões de flagelados que estão andando pelo mundo à procura de um país que os receba e, agora, os coitados que procuram sobreviver não são aceitos por parte de nenhum país?”, questionou.

O presidente também defendeu a redução da jornada de trabalho e alertou para os impactos da inteligência artificial no mercado de trabalho. Lula ainda criticou o uso da tecnologia para fins bélicos. Ele mencionou que os conflitos têm elevado os preços do petróleo, de alimentos e de fertilizantes, reiterando a defesa de um “multilateralismo justo e equilibrado” e o fortalecimento da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Lula também abordou a reconstrução de um “robusto programa de reindustrialização” com foco na economia verde e alertou para o avanço de forças antidemocráticas no mundo.

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André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

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