Sábado, 24 de Outubro de 2026

Anuncie Aqui

Alcance milhares de leitores

Menu
ESTADO

Mato Grosso do Sul Inicia Capacitação Inédita em Policiamento Restaurativo para 430 Agentes

Formação estratégica, com foco nos povos originários, visa fortalecer diálogo e confiança entre forças de segurança e comunidades indígenas no estado.

24/04/2026 às 10:23
3 min de leitura

Anuncie Aqui

O Governo de Mato Grosso do Sul deu início ontem (23) a um ciclo de formação inédito em Justiça e Policiamento Restaurativo, com o objetivo de capacitar 430 agentes de segurança pública e aprofundar o diálogo com os povos indígenas. A iniciativa, que começou em Dourados e se estenderá por outros quatro municípios até 7 de maio, busca construir um relacionamento de confiança e respeito mútuo entre as forças de segurança e as comunidades originárias do estado.

Policiais militares e civis, bombeiros militares e peritos oficiais estão entre os profissionais que participarão da imersão de dois dias em cada localidade. Após Dourados, onde 110 agentes já iniciaram a formação, o ciclo seguirá para Naviraí, Ponta Porã, Aquidauana e Corumbá, capacitando 80 servidores em cada. A ação é fruto de uma colaboração entre as secretarias estaduais de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e da Cidadania (SEC), e aborda conceitos de Justiça e Policiamento Restaurativo, Policiamento Indígena, além de adaptar experiências de sucesso do Canadá e Estados Unidos à realidade brasileira.

Na abertura do curso em Dourados, o secretário de Estado da Cidadania, José Francisco Sarmento Nogueira, ressaltou a importância da iniciativa. “Essa formação representa o reconhecimento das diferenças, um olhar humano e sensível para os povos originários e a compreensão de que seus saberes são essenciais para a construção da sociedade e do Estado”, afirmou Nogueira. Ele destacou que o projeto é um “movimento que não se encerra aqui”, visando consolidar uma rede baseada na cultura de paz e no diálogo como ferramentas para uma sociedade mais justa e respeitosa.

O modelo proposto aos servidores da segurança pública vai além das práticas exclusivamente punitivas, priorizando a escuta ativa, o diálogo e a reparação de danos para a construção de soluções conjuntas. A juíza federal Raquel Domingues do Amaral, coordenadora do Centro de Justiça Restaurativa (CEJURE-MS), explicou a base do conceito. “Enquanto a justiça retributiva se preocupa com a violação de normas e a aplicação de penalidades, a justiça restaurativa se preocupa mais com os danos causados às pessoas, com as relações e com a reparação desses danos”, pontuou a magistrada, ligando o policiamento restaurativo à inserção da polícia no sistema de justiça.

Financiada com recursos do Fundo Estadual de Segurança Pública (FESP), a capacitação é um passo estratégico do Governo de MS para aprimorar a atuação das forças de segurança, promovendo a cultura de paz e fortalecendo a confiança mútua com as comunidades indígenas, em um modelo de segurança pública mais inclusivo e humanizado.

Comentários

Anuncie Aqui

Alcance milhares de leitores

Imagem do avatar

André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

Ver mais matérias