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INTERNACIONAL

UE Aprova Ajuda Crucial de €90 Bilhões à Ucrânia Após Superar Impasse

Pacote de empréstimo e novas sanções à Rússia são liberados após retomada do fluxo de petróleo para a Eslováquia, encerrando meses de oposição de Budapeste e Bratislava.

24/04/2026 às 10:23
3 min de leitura
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen (R), dá as boas-vindas ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, antes de uma reunião em Bruxelas, Bélgica, em 17 de agosto de 2025. (Bélgica, Ucrania, Bruselas) EFE/EPA/OLIVIER HOSLET

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A União Europeia aprovou, na última quinta-feira (23 de abril de 2026), um pacote de empréstimo de 90 bilhões de euros (equivalente a cerca de 106 bilhões de dólares) destinado a fortalecer a economia e as defesas da Ucrânia pelos próximos dois anos. A decisão, aguardada com urgência por Kiev, marca um alívio significativo para o país, que enfrenta o quinto ano de conflito com a Rússia, e vem acompanhada de uma nova rodada de sanções contra Moscou.

A aprovação do pacote de ajuda e das sanções enfrentou um impasse de meses, principalmente devido à oposição de Hungria e Eslováquia. O bloqueio foi superado apenas após a retomada do fluxo de petróleo russo para a Eslováquia, via o oleoduto Druzhba, na madrugada daquela quinta-feira. As entregas estavam interrompidas desde janeiro, quando um trecho do oleoduto foi danificado, com autoridades ucranianas atribuindo a falha a ataques de drones russos.

O Ministro das Finanças do Chipre, Makis Keravnos, confirmou a liberação dos fundos durante a cúpula da UE em seu país. “Hoje, o Conselho aprovou o último elemento necessário para permitir o desembolso do empréstimo de 90 bilhões de euros para a Ucrânia”, declarou Keravnos, prometendo que os repasses “começarão o mais breve possível, fornecendo apoio vital para as necessidades orçamentárias mais urgentes da Ucrânia.” A Ucrânia necessita urgentemente desse apoio para sustentar sua economia devastada e conter as forças russas.

A interrupção do fornecimento de petróleo gerou tensões entre Kiev e os dois países da UE, que, ao contrário da maioria dos membros do bloco, ainda dependem fortemente da Rússia para suas necessidades energéticas. O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, recentemente derrotado em eleições, alegou que a Ucrânia atrasou deliberadamente os reparos – acusação veementemente negada pelo presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. O premiê eslovaco, Robert Fico, por sua vez, celebrou a retomada do fornecimento de petróleo como uma “boa notícia”, mas questionou a natureza do dano ao oleoduto, sugerindo que o incidente foi “usado na atual disputa geopolítica” e expressando a esperança de que “uma relação séria entre a Ucrânia e a União Europeia tenha sido estabelecida”.

Inicialmente, a UE considerava usar ativos russos congelados como garantia para o empréstimo, mas essa opção foi vetada pela Bélgica, onde a maior parte desses bens está localizada. A oficialização dessas medidas cruciais ocorreu justamente quando os líderes da UE se reuniam para a cúpula no Chipre.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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