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INTERNACIONAL

JNE do Peru Rejeita Novas Eleições em Lima e Confirma Segundo Turno Presidencial

Decisão unânime do órgão eleitoral ocorre em meio a denúncias de irregularidades e uma acirrada disputa pela segunda vaga no pleito de 7 de junho, enquanto investigação sobre ex-chefe eleitoral avança.

25/04/2026 às 10:01
3 min de leitura
Pessoas aguardam em fila do lado de fora de uma seção eleitoral em Lima, em 12 de abril de 2026, durante as eleições gerais. Os peruanos elegerão um novo presidente entre um número recorde de 35 candidatos para liderar um país assolado pelo crime organizado e pela instabilidade política crônica.

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O Júri Nacional de Eleições (JNE) do Peru rejeitou ontem, sexta-feira (24), a possibilidade de realizar eleições complementares em Lima, apesar das múltiplas irregularidades registradas no processo eleitoral de 12 de abril. A decisão ratifica que o segundo turno presidencial será mantido para 7 de junho, conforme o calendário previamente estabelecido.

Em um comunicado divulgado nas redes sociais, o JNE informou que “o Pleno do JNE, após a análise técnico-jurídica e em atenção aos relatórios emitidos pelas instâncias competentes, decidiu por unanimidade declarar inviável a realização de eleições complementares”. O pedido de uma nova eleição na capital havia sido feito pelo candidato ultraconservador Rafael López Aliaga, ex-prefeito de Lima, que alega que problemas nas seções de votação impediram milhares de seus apoiadores de exercer o direito ao voto.

Com 95% dos votos já apurados, López Aliaga trava uma disputa voto a voto pelo segundo lugar com o esquerdista Roberto Sánchez, que detém uma leve vantagem de cerca de 20 mil votos. Keiko Fujimori, por sua vez, é a única candidata que já tem sua vaga garantida no segundo turno. A solicitação de López Aliaga apontava que os atrasos na distribuição do material eleitoral impediram que mais de 50 mil pessoas votassem, forçando as autoridades a estenderem o período de votação por um dia.

Adicionando à turbulência eleitoral, a polícia realizou ontem (24) uma operação de busca na casa de Piero Corvetto, ex-chefe do órgão eleitoral que organizou o pleito, no âmbito de uma investigação por suposta conluio relacionada à votação. Corvetto renunciou na última terça-feira (21), pouco antes de ser interrogado pelo Ministério Público, em meio às múltiplas falhas na jornada eleitoral de 12 de abril que atrasaram a apuração dos votos e geraram forte insatisfação popular.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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