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POLÍTICA

PT Lança Manifesto para 2026 Focando em Desenvolvimento e Reeleição de Lula

Documento de oito páginas delineia "reformas estruturantes" e defende protagonismo em terras raras, mas omite Banco Master e INSS.

26/04/2026 às 11:01
3 min de leitura
Presidente Lula (PT) durante cerimônia de lançamento do Programa 'Farmácia Popular do Brasil'

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O Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou seu manifesto estratégico para as eleições de 2026 e a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Intitulado “Construindo o futuro: Manifesto do PT para seguir transformando o país”, o documento de oito páginas apresenta as diretrizes programáticas da legenda, mas chama a atenção pela ausência de menções explícitas ao Banco Master e ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Em contraste com as omissões, o manifesto aposta em um “projeto nacional de desenvolvimento, orientado por objetivos estratégicos claros e sustentado por uma correlação de forças capaz de enfrentar privilégios historicamente consolidados”. Entre as “reformas estruturantes” propostas, o PT oficializa o apoio ao fim da escala de trabalho 6×1, argumentando que essas medidas “organizam o núcleo estratégico do projeto nacional e consolidam o caminho que o Brasil já começou a trilhar”, e que exigem que o país “dê um passo além neste próximo ciclo: que consolide este legado”.

O documento inicia com uma análise do cenário geopolítico global, alertando para “o avanço da extrema-direita e do fascismo nos principais países da Europa e das Américas” e a desestabilização da ordem internacional sob hegemonia dos Estados Unidos. Nesse contexto, o PT enfatiza que a reeleição de Lula é “decisiva para o futuro do Brasil e para o campo democrático internacional”, criticando um “sistema que se organiza sob a lógica da concentração de riqueza” e a “democracia tensionada pela desinformação”.

Outro ponto central do manifesto é a defesa do protagonismo brasileiro na exploração de terras raras. O partido argumenta que o Brasil, detentor de uma das maiores reservas do planeta, não pode se limitar a ser um mero exportador de minério bruto. “Sem terras raras, não há transição energética nem soberania digital”, afirma o texto, defendendo que o processamento e a inteligência sobre esses minerais ocorram em solo nacional, gerando empregos qualificados e protegendo a riqueza do país contra a “cobiça internacional”.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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