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POLÍTICA

Romeu Zema Propõe Privatização Total de Estatais e Reforma da Previdência para Reduzir Juros em 2026

Pré-candidato à Presidência da República em 2026 defende aumento do tempo de contribuição e fim de reajustes reais para beneficiários, além de desestatização completa.

03/05/2026 às 16:36
3 min de leitura
zema

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Romeu Zema (Novo-MG), pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2026, propõe a privatização de todas as empresas estatais federais caso seja eleito. O ex-governador de Minas Gerais também defende uma reforma previdenciária, com aumento do tempo de contribuição e fim de reajustes reais aos beneficiários. Zema argumenta que essas medidas reduzirão a taxa de juros no Brasil e garantirão a sustentabilidade fiscal. Ele detalhou suas propostas em entrevista ao programa Canal Livre.

Proposta de Privatização Abrangente

Zema prometeu privatizar todas as estatais federais para reduzir a taxa de juros no país. “Se eleito vou privatizar tudo. Isso vai provocar uma queda de juros muito rápida porque virá junto de uma reforma administrativa, uma reforma previdenciária, revisão de benefícios sociais”, afirmou o pré-candidato.

A União, em 2026, ainda mantém controle de estatais em setores como energia, bancos, logística, tecnologia e serviços. Estas incluem Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES, Correios, Serpro, Dataprev, Telebras, Casa da Moeda, Embrapa e empresas ligadas ao setor nuclear, como a ENBPar e a Eletronuclear. Zema não especificou quais empresas seriam alvo direto ou o cronograma para as desestatizações.

O pré-candidato argumenta que as privatizações melhoram a percepção de risco fiscal e contribuem para a queda dos juros. No entanto, o processo de desestatização exige tempo, modelagem, aprovação do Congresso Nacional e pode envolver disputas judiciais, o que impacta a velocidade do efeito esperado.

Zema mencionou que a privatização seria acompanhada por reformas administrativa e previdenciária, além da revisão de benefícios sociais. Ele não detalhou as regras a serem alteradas, as carreiras atingidas ou os programas e despesas revisados.

Reforma da Previdência e Sustentabilidade Fiscal

O pré-candidato também defende uma reforma da previdência que aumente o tempo de contribuição dos cidadãos e não conceda reajustes reais nos salários dos beneficiários. Zema classificou o formato atual do sistema previdenciário como “insustentável”.

“Vamos precisar aumentar o tempo de contribuição, isso é fundamental. Mas não podemos dar ganhos reais, de forma alguma. Ganhos reais para quem está aposentado é algo que o Brasil não comporta”, declarou o ex-governador.

Aumentar o tempo de contribuição reduz a pressão sobre as contas públicas. Trabalhadores permaneceriam mais tempo na ativa antes de se aposentar. Isso diminui o período de recebimento da aposentadoria e amplia o tempo de arrecadação previdenciária, auxiliando no equilíbrio financeiro do sistema.

A crítica aos reajustes reais, que são aumentos acima da inflação, foca no impacto permanente sobre os gastos públicos. Aposentadorias e benefícios previdenciários representam uma das maiores despesas da União. Qualquer ganho real eleva as despesas obrigatórias de forma contínua, pressionando o orçamento federal e dificultando o cumprimento das metas fiscais.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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