Derrite Mantém Pré-candidatura ao Senado em 2026 e Rechaça Desistência
Ex-secretário de Segurança Pública planeja lançamentos em Campinas e Sorocaba com Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, apesar de divisões na direita sobre o número de candidatos.
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O deputado federal Guilherme Derrite (PP), ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, oficializa sua pré-candidatura ao Senado Federal nas eleições de 2026. Ele planeja eventos de lançamento em Campinas e Sorocaba nos dias 15 e 16 de maio de 2026, respectivamente. O pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), devem participar.
A decisão de Derrite responde a especulações de alas da direita sobre uma possível desistência de sua parte. “Não vou desistir. É oficial”, afirmou Guilherme Derrite à coluna, rechaçando a ideia de abandonar a corrida pelo Senado para concorrer novamente à Câmara como “puxador de votos”.
Divisão na Direita Pressiona Candidaturas ao Senado
O cenário político da direita em São Paulo enfrenta desafios. Pelo menos três nomes disputam as vagas ao Senado: André do Prado (PL), com oficialização prevista para a semana de 5 de maio de 2026; Ricardo Salles (NOVO); e Guilherme Derrite (PP). Interlocutores do PP indicam que Derrite lidera as pesquisas de intenção de voto entre os candidatos de direita.
A preocupação reside na quantidade de concorrentes. Uma ala do PP defende a redução para apenas dois candidatos, evitando a pulverização de votos. Tarcísio de Freitas pode intervir, como fez na negociação que favoreceu André do Prado. Ele poderia negociar cargos em uma eventual reeleição ou governo de Flávio Bolsonaro em troca de desistências.
Membros da direita não descartam a saída de Derrite, apesar de sua declaração. Eles observam o crescimento de Ricardo Salles nas pesquisas, impulsionado pelo pré-candidato à Presidência Romeu Zema (NOVO). A leitura é que Zema ganha espaço com críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), beneficiando Salles.
Planos A e B para Derrite e o PP
Analistas políticos avaliam que Derrite performaria bem como deputado, angariando cerca de 1 milhão de votos e garantindo cadeiras para o PP. Uma fonte confidenciou à coluna que ambos os planos – Senado (A) e Câmara (B) – seriam vantajosos para a sigla. A definição final dependerá das pesquisas de intenção de voto próximas às convenções partidárias em julho de 2026.
A antecipação da saída de Derrite da SSP em dezembro de 2025 já visava a disputa pelo Senado. O PP também possui pretensões eleitorais em São Paulo para 2030.
Outros Nomes e a Preocupação com a Esquerda
A segunda vaga ao Senado esteve em aberto por um tempo. Nomes como Mário Frias (PL) e Mello Araújo (PL) foram considerados, mas afastados após a intervenção de Tarcísio em favor de André do Prado. Para selar este acordo, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), “dono” da vaga do PL ao Senado, deve se lançar como suplente. Ele assumiria em caso de retorno ao Brasil, enquanto André do Prado receberia um cargo em um eventual governo de Flávio Bolsonaro ou na reeleição de Tarcísio.
O anúncio da candidatura do deputado federal Delegado Palumbo (Podemos) ao Senado também gerou apreensão. No entorno de Tarcísio, Palumbo é visto como uma figura forte, capaz de desviar votos dos candidatos da própria direita. O grupo político manifesta preocupação com a divisão, temendo perder uma das duas cadeiras ao Senado para a esquerda.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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