Tensão em Ormuz: EUA e Irã Trocam Acusações Após Ataques a Navios
Ataques a petroleiros iranianos e "confrontos esporádicos" marcam nova escalada, apesar de trégua no Golfo.
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A tensão no Estreito de Ormuz atingiu novo patamar nesta sexta-feira (8), com os Estados Unidos e o Irã trocando acusações sobre ataques a navios em uma escalada que ameaça o frágil cessar-fogo no Golfo. Enquanto o Comando Central dos EUA (CENTCOM) confirma ter desativado dois petroleiros iranianos, Teerã fala em “confrontos esporádicos” com embarcações americanas.
Segundo comunicado do CENTCOM, forças americanas dispararam contra os navios-tanque M/T Sea Star III e M/T Sevda, de bandeira iraniana, que tentavam violar o bloqueio imposto pelos EUA aos portos do Irã. Um F/A-18 Super Hornet da Marinha dos EUA teria “desativado ambos os navios-tanque após disparar munições de precisão em suas chaminés”, impedindo a entrada das embarcações, conforme publicação no X.
Por outro lado, a agência de notícias semiestatal Fars, citando fontes iranianas, reportou “confrontos esporádicos” na última hora entre as forças armadas iranianas e embarcações americanas na estratégica via marítima. Este incidente segue-se a um ataque similar na quarta-feira (6), quando o M/T Hasna, também de bandeira iraniana, teve seu leme atingido por um F/A-18 Super Hornet enquanto tentava navegar para um porto iraniano.
Os confrontos ocorrem em um cenário de alta tensão desde o início da guerra em 28 de fevereiro, que levou o Irã a fechar grande parte do Estreito de Ormuz e os EUA a imporem seu próprio bloqueio aos portos iranianos. No último domingo (3), o ex-presidente Donald Trump havia anunciado o “Projeto Liberdade”, uma operação naval para reabrir o estreito ao transporte comercial, mas a iniciativa foi suspensa após apenas um dia em favor de um retorno às negociações para encerrar o conflito no Oriente Médio.
Em meio à pausa do “Projeto Liberdade”, a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) havia afirmado que a travessia pelo Estreito poderia ser retomada de forma “segura e sustentável” com o “fim das ameaças dos agressores”. Os ataques de hoje acontecem enquanto Washington aguarda uma resposta de Teerã à mais recente proposta de acordo para estender a trégua e permitir negociações sobre um acerto final do conflito, mediada pelo Paquistão. Atualmente, mais de 70 petroleiros, com capacidade para 166 milhões de barris de petróleo iraniano (avaliados em mais de 13 bilhões de dólares), permanecem impedidos de entrar ou sair dos portos iranianos devido ao bloqueio.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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