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Rota Cine MS leva cinema e ancestralidade à Comunidade Quilombola Tia Eva

Projeto itinerante democratiza acesso à cultura e fortalece laços comunitários com exibição de filmes que celebram a memória e a identidade sul-mato-grossense.

11/05/2026 às 08:36
3 min de leitura

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A Comunidade Quilombola Tia Eva, em Campo Grande, será palco de uma edição especial do Rota Cine MS – Povos Tradicionais nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026. O projeto, que transforma territórios tradicionais em espaços de encontro cultural, promoverá uma sessão de cinema sob o céu noturno, mergulhando em histórias que atravessam gerações e personagens que dialogam com a memória, identidade e pertencimento.

Com início previsto para as 19h40 no Centro Comunitário da Tia Eva, a programação foi cuidadosamente selecionada para estimular a reflexão social, a preservação cultural e o fortalecimento dos vínculos comunitários. A iniciativa é fruto de uma colaboração entre a Secretaria de Estado da Cidadania (SEC), por meio das Subsecretarias de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial e para Pessoas Idosas, em parceria com a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, o Instituto Curumins e o Governo Federal.

O Rota Cine MS – Povos Tradicionais se propõe a democratizar o acesso à produção audiovisual, ocupando simbolicamente territórios frequentemente afastados dos circuitos culturais convencionais. Com uma estrutura itinerante, o projeto alcança comunidades quilombolas, indígenas, povos de matriz africana, comunidades ciganas e outros grupos tradicionais, promovendo inclusão, pertencimento e acesso à cultura em diversas regiões do estado.

Nesta edição, o público terá a oportunidade de assistir a dois curtas-metragens que abordam diretamente temas como ancestralidade, memória popular e preservação ambiental. O documentário “As Marias” resgata a história singular das trigêmeas Maria Etelvina, Maria Leonor e Maria Salvadora, cujo nascimento em 1947 se tornou um marco no então Mato Grosso, gerando curiosidade e mobilizando autoridades da época. Já o curta “Toada – Para Recolher os Rastros no Céu” convida à uma jornada sensorial e contemplativa pelo sertão, inspirada no conto “O Santo que Não Tinha os Pés”, de Reginaldo Albuquerque, acompanhando um vaqueiro em busca de sentido após uma experiência inexplicável.

Deividson Silva, subsecretário de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial, destaca que a gênese do projeto reside na escuta ativa das próprias comunidades. “O Rota Cine MS – Povos Tradicionais surge de uma provocação feita por uma comunidade quilombola aqui de Campo Grande, que buscava alternativas de lazer, convivência e acesso à cultura, especialmente para as pessoas idosas. Muitas vezes, essas populações estão em territórios mais afastados e com acesso restrito a equipamentos culturais. Então, o projeto nasce justamente para responder a essa necessidade”, explica Silva, sublinhando o compromisso da iniciativa em atender às demandas reais dos povos tradicionais.

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André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

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