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Vacinas descartadas no SUS: Entenda por que a “perda” é, na verdade, um ganho em segurança

Frascos multidoses e prazos de uso limitados: PNI prevê descarte técnico para garantir eficácia e proteção da saúde pública

11/05/2026 às 07:36
3 min de leitura

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A ideia de que doses de vacina são descartadas em unidades de saúde pode gerar dúvidas e a sensação de desperdício. No entanto, o que muitos veem como “perda de imunizantes” é, na verdade, um procedimento técnico rigoroso e vital para a segurança e eficácia das vacinas aplicadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), seguindo as diretrizes do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) esclarece que parte dessas perdas é intrínseca à rotina de vacinação, especialmente devido ao formato de frascos multidoses. Esses recipientes, que contêm várias aplicações, têm um tempo de uso limitado após a abertura. Essa medida é crucial, pois, uma vez abertos, os frascos ficam mais suscetíveis à contaminação e à perda de estabilidade, comprometendo a proteção que o imunizante deve oferecer.

O prazo para utilização varia conforme o tipo de vacina, podendo ser de algumas horas ou, em certos casos, de poucos dias, desde que mantidas sob condições controladas de temperatura, entre 2°C e 8°C. Após esse período, as doses remanescentes são descartadas conforme orientação técnica. Ana Paula Goldfinger, coordenadora de Imunização da SES, reforça que o descarte não é uma falha, mas um cuidado essencial: “O que chamamos de perda técnica já é previsto pelo Ministério da Saúde. Utilizar uma dose fora desse prazo pode comprometer a proteção e a segurança da pessoa vacinada.”

A distribuição das vacinas é planejada criteriosamente, considerando a população-alvo de cada imunizante para assegurar uma oferta adequada. Além disso, o próprio PNI estabelece parâmetros técnicos de perdas aceitáveis, que variam de acordo com o tipo e a apresentação da vacina (dose única ou multidoses). Em frascos multidoses, por exemplo, uma margem maior de perdas operacionais é esperada, visto que o frasco precisa ser aberto mesmo para poucos usuários. Esses percentuais servem como referência para o monitoramento e a avaliação da eficiência das salas de vacinação em todo o país, garantindo a otimização dos recursos sem comprometer a segurança.

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André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

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