Partido Novo Defende Investigações do Banco Master Após Críticas de Eduardo Bolsonaro
Sigla mineira justifica doação de Henrique Vorcaro em 2022 e exige CPI, enquanto confronto político se intensifica entre bolsonaristas e Romeu Zema.
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O Partido Novo de Minas Gerais defendeu as investigações sobre o Banco Master. A sigla divulgou uma nota nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026. O comunicado respondeu ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que expôs uma doação de R$ 1 milhão feita ao partido por Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro. Henrique Vorcaro foi preso durante a 6ª fase da Operação Compliance Zero no mesmo dia.
O Partido Novo afirmou que as ilegalidades do Banco Master “ainda eram desconhecidas” quando a doação ocorreu em 2022. A nota acrescenta que, desde a revelação do caso, o Novo tem criticado e atuado na investigação dos escândalos envolvendo a instituição financeira.
Investigações e Confronto Político
A sigla mineira considera as investigações do banco de “gravidade e relevância pública”. Por isso, defende as apurações pelos órgãos competentes. O partido também considera “fundamental a instalação imediata da CPI do Banco Master”. O Novo reforça que nunca escondeu a origem de suas doações, “tampouco condiciona sua atuação política aos interesses de milhares de doadores”.
Eduardo Bolsonaro utilizou suas redes sociais na quinta-feira, 14 de maio de 2026, para confrontar o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro compartilhou uma imagem da prestação de contas. Esta imagem indicava a doação de R$ 1 milhão de Henrique Vorcaro ao diretório do Partido Novo.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou o pagamento de Henrique Vorcaro em 4 de agosto de 2022. A doação foi destinada diretamente ao diretório do partido, e não especificamente a Zema.
Henrique Vorcaro, pai do dono do Banco Master, foi preso nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026. A prisão ocorreu durante a sexta fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. Ele é acusado de ligação com grupos violentos e de operar o fluxo financeiro de um esquema ilegal conhecido como “A Turma”.
Reações e Acusações
Em seu perfil no X (antigo Twitter), Eduardo Bolsonaro ironizou o ex-governador. Ele questionou: “Isso aqui seria, nas suas palavras, ‘fazer a mesma coisa que o PT’, Zema?”.
A resposta de Eduardo Bolsonaro veio após uma postagem de Zema na quarta-feira, 13 de maio de 2026. O ex-governador e pré-candidato criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Zema se referia à divulgação de áudios, pelo site The Intercept Brasil. Os áudios mostram o parlamentar negociando financiamento privado com Vorcaro. O objetivo era produzir o filme “Dark Horse”, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.
O ex-governador classificou a conduta de Flávio como “imperdoável”. Ele afirmou que a prática seria um “tapa na cara dos brasileiros de bem”. Zema completou: “não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa”.
Após a declaração de Zema, Eduardo e o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) reagiram. Eles saíram em defesa de Flávio. Eduardo acusou Zema de fazer “acusações sem fundamentos” sem ouvir o outro lado. Ele também ironizou o fato de Zema já ter sido cotado como potencial vice em chapas ligadas aos Bolsonaro. Carlos Bolsonaro, por sua vez, afirmou que Zema estaria “passando de todos os limites”. As revelações do Banco Master têm gerado reações em diversos níveis políticos.
A Operação Compliance Zero investiga um suposto esquema criminoso. Este esquema envolve corrupção, lavagem de dinheiro, ameaças a autoridades e obtenção de informações sigilosas. A defesa de Henrique Vorcaro afirmou que a medida de prisão é desnecessária e que demonstrará a licitude das movimentações financeiras.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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