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POLÍTICA

Flávio Bolsonaro se defende sobre financiamento de filme e elo com banqueiro preso por fraude

Senador reage a revelações do Intercept Brasil que detalham trocas de mensagens e US$ 10 milhões para projeto biográfico de Jair Bolsonaro, em meio a acusações de proximidade com Daniel Vorcaro.

16/05/2026 às 08:16
3 min de leitura
flávio bolsonaro entrevista à Jovem Pan

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) veio a público nesta quinta-feira (14/05/2026) para defender a lisura do financiamento do filme sobre a biografia de seu pai, Jair Bolsonaro, e negar irregularidades em sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-presidente do Banco Master, preso em novembro de 2025 por tentativa de fuga e fraude. A declaração ocorre um dia após o portal Intercept Brasil divulgar mensagens que mostram uma proximidade entre o senador e Vorcaro, especialmente no período em que o banqueiro enfrentava acusações.

Em entrevista à Globonews, Bolsonaro afirmou que “todo dinheiro arrecadado foi integralmente utilizado para o filme” e que nenhum valor foi destinado a seu irmão, Eduardo Bolsonaro. Ele justificou a quebra de um termo de confidencialidade sobre o projeto, dizendo que só falava porque a história “veio à tona”. Segundo o senador, a única relação que mantinha com Vorcaro era estritamente profissional, ligada ao filme, e que o projeto só foi concluído “graças a outros investidores” após Vorcaro “parar de honrar os compromissos” em maio de 2025 – mesma época em que começaram a circular informações sobre fraudes no Banco Master.

As mensagens reveladas pelo Intercept Brasil na quarta-feira (13/05/2026) indicam uma dinâmica diferente. Diálogos entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, ocorridos antes da prisão do banqueiro, mostram o senador expressando apoio incondicional. Em novembro de 2025, dias antes da detenção de Vorcaro, Flávio enviou: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abraços!”. Em setembro de 2025, os dois já mantinham contato direto e agendavam encontros presenciais em São Paulo.

Documentos obtidos pelo portal apontam que pelo menos US$ 10 milhões foram pagos entre fevereiro e maio de 2025 para financiar o projeto do filme. O envolvimento de Vorcaro teria sido negociado diretamente com Flávio Bolsonaro, mas também contou com a participação de outros intermediários, como o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o ex-secretário de Cultura Mario Frias (PL-SP). Flávio minimizou o tratamento informal (“irmão”, “irmãozinho”) nas mensagens, atribuindo-o ao seu modo “carioca” de lidar com as pessoas, e reiterou que não possui mais contato com Vorcaro.

O senador concluiu sua defesa rechaçando qualquer tentativa de vinculá-lo a irregularidades. “Não adianta querer nos rotular de ter feito algo errado porque não fizemos”, declarou, afirmando que não será colocado na “mesma lama que o PT”, em uma clara referência a escândalos de corrupção envolvendo o Partido dos Trabalhadores.

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André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

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