“Dark Horse”: Cinebiografia de Bolsonaro Ganha Data e Detalhes Polêmicos do Roteiro
Com estreia prevista para 11 de setembro de 2026, o filme sobre Jair Bolsonaro, intitulado "Dark Horse", teve seu roteiro acessado pela Jovem Pan, revelando foco no atentado de 2018, críticas a Lula e figuras enigmáticas.
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A aguardada cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, intitulada “Dark Horse”, tem sua estreia prevista para 11 de setembro de 2026. A produção, que promete mergulhar na trajetória do capitão da reserva, teve seu roteiro acessado com exclusividade pela Jovem Pan, revelando detalhes que prometem gerar intenso debate. O enredo central do longa-metragem foca no atentado a faca sofrido pelo então candidato à Presidência da República em Juiz de Fora, Minas Gerais, durante a campanha eleitoral de 2018.
O script da produção não poupa críticas a figuras políticas proeminentes. Logo no início, é retratada a ascensão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Palácio do Planalto, bem como sua posterior detenção. O texto do roteiro descreve: “Em cores vibrantes: a ascensão de Lula da Silva, um integrante da extrema-esquerda do Partido Governante. Lula torna-se presidente em 2003 e deixa o cargo em 2010 muito popular, até que escândalos revelam extensa corrupção. Ele é condenado por acusações de lavagem de dinheiro e corrupção em 2017 e enviado para a prisão.”
Na sequência, o roteiro aborda o surgimento de Bolsonaro no cenário político. “Em 2018, surge um novo candidato no Brasil. Um obscuro deputado federal, um ‘azarão’ da coalizão de direita ‘Carne, Bíblia e Balas’, que promete ‘Quebrar o Sistema’ que tem oprimido o Brasil. Uma imagem de pôster, cada vez maior, de Jair Bolsonaro, nosso homem”, detalha o script, indicando a construção de uma narrativa de “outsider” para o ex-mandatário.
A trama inclui cenas com membros da família Bolsonaro, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC) e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. A filha mais nova, Laura Bolsonaro, é citada como a favorita do pai, aparecendo em um único trecho. Curiosamente, o vereador Jair Renan (PL-SC), de Balneário Camboriú, não é retratado nem mencionado no roteiro.
Um momento de grande repercussão política também é revisitado: a discussão entre Bolsonaro e a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) em 2003, na Câmara dos Deputados. No filme, a parlamentar é renomeada como Gloria De Rosales, e a cena reproduz a controvérsia em que o ex-presidente afirmou que “não estupraria” a congressista “porque ela não merece”.
O autor do ataque a faca, Adélio Bispo, é representado na cinebiografia pelo personagem Aurelio Barba. Em sua primeira fala, o personagem afirma ter se envolvido com “socialistas radicais”, depois com a extrema-esquerda progressista (F.L.P.) e, por fim, com “marxistas”. O roteiro transcreve sua fala: “Mas eles (marxistas) usam drogas demais. O F.L.P. me recrutou de volta, eu bati em caras por eles. Se precisa ser feito, Aurelio Barba cuida disso. Pelo povo! Pela revolução! (…) E deixa eu te dizer — (inclina-se, conspiratório) — Se tem um filho da puta que merece morrer, é esse filho da puta fascista (Bolsonaro)”.
O desfecho do filme, segundo o script, introduz uma figura misteriosa chamada Slender Man (Homem Magro). O personagem é descrito como “careca, sério, com ar de superioridade moral” e o texto sugere que ele “poderia ser um ministro da Suprema Corte”, adicionando uma camada de enigma e especulação ao final da produção.
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André Vilela
Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.
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