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POLÍTICA

Zema minimiza crítica a Flávio Bolsonaro e reitera união para 2026

Pré-candidato do Novo, que havia classificado pedido de dinheiro como "imperdoável", agora nega ruptura e projeta aliança contra o PT no segundo turno.

18/05/2026 às 07:46
3 min de leitura
Zema e Flávio Bolsonaro em brincadeira nas redes sociais

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Romeu Zema (Novo), pré-candidato à presidência da República, declarou no último sábado (16) que a polêmica envolvendo seu colega de corrida eleitoral, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), é uma “página virada”. A afirmação, feita em Belo Horizonte, marca uma inflexão na postura de Zema, que anteriormente havia criticado duramente o senador por ter solicitado recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Três dias após a divulgação de áudios e mensagens que revelaram o pedido de dinheiro, Zema classificou o episódio como “imperdoável” e um “tapa na cara dos brasileiros” em um vídeo divulgado nas redes sociais. Essa reação inicial do ex-governador de Minas Gerais o tornou alvo de críticas do bolsonarismo e, segundo analistas, comprometeu sua possível indicação como vice na chapa de Flávio Bolsonaro.

Apesar da retórica inicial, Zema agora minimiza o atrito, afirmando que agiu “de acordo com meus princípios e valores” e que, para ele, o assunto está superado. Ele negou qualquer rompimento político com a família Bolsonaro, enfatizando que continua próximo e respeita o clã. “Não houve nenhuma ruptura. Houve uma manifestação dura da minha parte, que fiquei decepcionado, mas o cenário continua o mesmo”, declarou, projetando uma união no segundo turno das eleições de 2026 contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A controvérsia veio à tona com uma reportagem do site The Intercept, que revelou mensagens e áudios nos quais Flávio Bolsonaro pede dinheiro a Daniel Vorcaro para a produção de um filme sobre seu pai. Os diálogos são autênticos e fazem parte do material extraído do celular de Vorcaro durante a Operação Compliance Zero da Polícia Federal. Segundo o Intercept, a negociação envolveria uma contribuição equivalente a US$ 24 milhões, com US$ 10 milhões já pagos até 2025.

Flávio Bolsonaro confirmou a solicitação dos recursos, mas negou qualquer irregularidade. Ele defendeu que se tratou de uma negociação privada para um patrocínio de um filme também privado, sem o uso de dinheiro público. O senador afirmou não ter recebido dinheiro ou qualquer vantagem de Vorcaro, nem ter oferecido benefícios em troca do aporte.

Apesar da atual tentativa de pacificação de Zema, o episódio expõe as tensões na disputa pelo eleitorado bolsonarista entre os dois pré-candidatos. Flávio Bolsonaro, por sua vez, havia criticado a “pré-condenação” de Zema, argumentando que o ex-governador de Minas Gerais se precipitou. A reaproximação de Zema ocorre em um momento crucial da corrida presidencial de 2026, buscando consolidar alianças em um campo político fragmentado.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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