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INTERNACIONAL

Pressão Máxima: Como a Estratégia Trump Levou Cuba a uma Crise Sem Precedentes

Indiciamento de Raúl Castro, sanções ampliadas e o colapso venezuelano impulsionaram a ilha caribenha a um cenário de isolamento e privação durante a gestão americana.

22/05/2026 às 03:16
3 min de leitura
Uma bandeira cubana tremula perto de uma área destruída do depósito de combustível que foi envolvido em chamas por cinco dias depois que um raio atingiu um de seus tanques

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A escalada das tensões entre os Estados Unidos e Cuba, intensificada drasticamente durante o mandato de Donald Trump, culminou em uma crise sem precedentes para a ilha caribenha. A estratégia de Washington, marcada pela ampliação de sanções econômicas, intensa pressão diplomática e uma retórica agressiva, ecoou as táticas observadas anteriormente na Venezuela, que precederam a remoção de Nicolás Maduro do poder e seu subsequente julgamento nos EUA.

Um dos pontos mais críticos dessa ofensiva foi o indiciamento do ex-presidente cubano Raúl Castro pela derrubada de dois aviões em 1996. A acusação, veementemente rechaçada por Havana como uma manobra política sem base jurídica, aprofundou a forte pressão exercida sobre Cuba, já submetida a um embargo econômico desde 1962 e, à época, devastada por uma grave crise econômica e energética.

O governo Trump já havia assinado um decreto expandindo as sanções contra o regime cubano, mirando integrantes do aparato de segurança, militares e aliados. Em resposta, o então presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, denunciou a ação como parte de um “dossiê fabricado para justificar uma agressão militar” e chegou a advertir sobre um “banho de sangue” caso Washington invadisse a ilha. A tensão foi ainda mais acentuada por relatos de que Cuba havia adquirido mais de 300 drones militares da Rússia e do Irã, alimentando especulações sobre uma possível intervenção militar americana.

Após a remoção de Maduro da presidência venezuelana, Trump declarou publicamente que Cuba “não sobreviveria sem o petróleo venezuelano”, convidando Havana a negociar antes que fosse tarde demais. A interrupção do fornecimento de petróleo da Venezuela, principal aliada da ilha, e a ameaça de sanções a qualquer país que vendesse combustível a Cuba, estrangularam as fontes de energia de uma nação altamente dependente de importações.

O bloqueio petrolífero e as sanções impostas por Washington paralisaram a economia cubana, agravando uma crise preexistente marcada pela escassez de alimentos, medicamentos e prolongados apagões. A incapacidade de receber produtos essenciais do exterior mergulhou a ilha em um cenário de isolamento e privação sem precedentes nas últimas décadas.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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