Messi: O Berço da Lenda em Rosário
Amigo de infância e primeiro técnico revelam detalhes íntimos da infância do craque, enquanto ele se prepara para um recorde inédito na Copa de 2026.
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Em 1999, aos 12 anos, Lionel Messi já havia “encerrado a carreira” de seu primeiro treinador. Enrique Domínguez, do clube juvenil Malvinas Argentinas, em Rosário, pediu demissão por ter certeza de que já havia treinado “o melhor jogador do mundo”. Quase três décadas depois, em 2026, o superastro de 38 anos se prepara para um feito inédito: participar de sua sexta Copa do Mundo, defendendo o título da Argentina e eternizando ainda mais o nome da cidade que o viu nascer.
O endereço “Estado de Israel 525, Rosário, Argentina” é hoje um marco no Google Maps: “Local de nascimento de Leo Messi”. Uma rua modesta em um bairro operário ao sul da cidade portuária, às margens do Rio Paraná, onde a casa da família Messi se tornou uma espécie de santuário. A poucos metros dali, Walter Barrera, amigo de infância de Leo e hoje com 39 anos, testemunhou desde cedo a ascensão de um fenômeno.
“Desde pequeno, sabíamos que ele iria jogar em algum lugar. Era um monstro. Você o via jogar quando criança e simplesmente era incrível”, relata Walter, lembrando-se das brincadeiras nas ruas – rúgbi, beisebol, fut-tênis – e das travessuras, como cortar cercas de arame para encurtar o caminho para a escola, por vezes perseguidos por militares. “Éramos bem travessos, mas tranquilos”, ri o amigo.
Andrea Sosa, professora aposentada que lecionou matemática para Messi em 1997 na escola General Las Heras, recorda à AFP a paixão do pequeno Lionel pelo futebol. “Ele gostava de correr para o recreio para jogar bola com o que estivesse disponível: eles improvisavam com papel, meias, tampas de garrafas”, conta. Apelidado de “La Pulga” pela estatura, Messi já exibia a velocidade e a habilidade que o tornariam mundialmente famoso.
A memória de Domínguez é clara: “O que Leo faz hoje em um campo da Primeira Divisão, o que ele faz em uma Copa do Mundo, fazia aos 12 anos”. Após uma passagem pelo Abanderado Grandoli, Messi chegou ao Malvinas Argentinas, escolinha do Newell’s Old Boys, seu time de coração. “Começamos em 1999 com o Leo (…) e, para mim, foi uma dádiva”, conclui o ex-treinador, que reconheceu no menino a genialidade que o mundo viria a aplaudir a partir de sua estreia no Barcelona, em 2004.
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André Vilela
Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.
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