Tulsi Gabbard Renuncia ao Cargo de Diretora de Inteligência Nacional por Doença do Marido
Ex-democrata e figura controversa, Gabbard cita diagnóstico de câncer ósseo do marido para deixar o comando da DNI em 30 de junho, em mais um desfalque no alto escalão feminino do governo Trump.
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Tulsi Gabbard, a atual Diretora de Inteligência Nacional dos Estados Unidos (DNI), anunciou sua renúncia nesta sexta-feira (22), alegando motivos pessoais. Ela deixará o cargo em 30 de junho para acompanhar o tratamento de saúde de seu marido, Abraham, recentemente diagnosticado com câncer ósseo. A informação foi divulgada pela própria Gabbard em uma carta endereçada ao presidente Donald Trump e publicada em sua conta na rede social X.
Em sua publicação, Gabbard expressou profunda gratidão pela confiança do Presidente Trump e pela oportunidade de liderar a DNI por um ano e meio. O presidente, por sua vez, elogiou publicamente o desempenho da diretora, afirmando que ela realizou um “trabalho incrível” e que sua ausência será sentida. Para a sucessão, foi anunciado que Aaron Lukas, atual vice-diretor, assumirá a chefia da Inteligência de forma interina.
A saída de Gabbard representa o quarto desfalque feminino no alto escalão do governo Trump em apenas três meses. Antes dela, deixaram seus postos a Procuradora-Geral Pam Bondi, a Secretária de Segurança Interna Kristi Noem e a Secretária do Trabalho Lori Chavez-DeRemer, sinalizando uma notável rotatividade entre as figuras femininas proeminentes da administração.
Apesar da justificativa familiar para a renúncia, a gestão de Gabbard foi marcada por episódios de discordância com a Casa Branca. A mídia americana destacou que a diretora divergiu de Trump em pontos sensíveis da política externa. Em março deste ano, durante uma audiência no Congresso, ela se recusou a corroborar a tese republicana de que o Irã representava uma “ameaça iminente” antes dos ataques que deflagraram o atual conflito no Oriente Médio.
A trajetória de Tulsi Gabbard, de 45 anos, é singular no cenário político de Washington. Ex-oficial militar natural do Havaí, ela ganhou projeção nacional ao romper com o Partido Democrata. Suas posições críticas ao intervencionismo militar dos EUA e sua postura em relação à guerra na Ucrânia, frequentemente descrita como pró-Rússia, geraram intensos debates e controvérsias entre os órgãos de inteligência e o establishment político americano, solidificando sua imagem como uma figura independente e por vezes polarizadora.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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