Sexta-feira, 5 de Junho de 2026
Menu
ESTADO

Mato Grosso do Sul Mantém Estabilidade na Obesidade Infantil e Reforça Prevenção

SES destaca vigilância nutricional, alimentação saudável e atividade física como pilares essenciais para o desenvolvimento pleno das crianças no estado.

05/06/2026 às 20:46
3 min de leitura

Anuncie Aqui

O Dia da Conscientização contra a Obesidade Infantil, celebrado na última quarta-feira (3) em todo o país, trouxe à tona um grave desafio de saúde pública. Em Mato Grosso do Sul, apesar da estabilidade nos índices, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) reforça seu compromisso com a prevenção e o acompanhamento precoce, estratégias cruciais para assegurar o crescimento e o desenvolvimento saudáveis das crianças. A obesidade infantil, um problema complexo e multifatorial, exige atenção contínua.

Associada a uma dieta inadequada, à redução da prática de atividades físicas e ao aumento de comportamentos sedentários, a condição eleva significativamente o risco de doenças crônicas como diabetes e hipertensão desde a infância, além de comprometer a qualidade de vida e o bem-estar geral. Diante deste cenário, a SES enfatiza a importância de ações coordenadas para mitigar esses impactos.

A base da identificação e prevenção reside no acompanhamento regular do crescimento e desenvolvimento nas Unidades Básicas de Saúde. Através de uma avaliação antropométrica simples, que mede peso e altura, profissionais de saúde conseguem monitorar o estado nutricional da criança. Essas informações são cuidadosamente registradas na Caderneta da Criança, uma ferramenta vital para acompanhar a curva de crescimento e detectar precocemente sinais de sobrepeso ou obesidade.

“O acompanhamento contínuo é essencial para a promoção da saúde infantil”, explica Anderson Holsbach, gerente de Alimentação e Nutrição da SES. Ele ressalta o papel insubstituível da família: “Ao levar regularmente a criança à unidade de saúde, é possível monitorar seu crescimento e desenvolvimento e identificar precocemente qualquer alteração no estado nutricional. Quanto mais cedo essa identificação ocorre, maiores são as possibilidades de promover mudanças que favoreçam a saúde da criança.”

As transformações no estilo de vida das últimas décadas são apontadas como grandes catalisadores da obesidade infantil. Se antes brincadeiras ao ar livre e atividades físicas espontâneas eram comuns, hoje o tempo dedicado às telas ocupa uma parcela significativa do dia. Soma-se a isso o acesso facilitado a alimentos ultraprocessados – como biscoitos recheados, salgadinhos e refrigerantes – que, com alta densidade calórica e baixo valor nutricional, contribuem para o ganho excessivo de peso e a dificuldade de escolhas saudáveis, agravada pelo encarecimento de alimentos frescos e in natura.

Comentários

Anuncie Aqui

Alcance milhares de leitores

Imagem do avatar

André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

Ver mais matérias