Pesquisa Agropecuária Impulsiona Produtividade em Mato Grosso do Sul
Fundação Chapadão expande atuação e foca em soja, milho e algodão, fortalecendo a competitividade do setor em 2026.
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A pesquisa agropecuária desempenha um papel estratégico no avanço da produtividade de Mato Grosso do Sul. A Fundação Chapadão, com atuação na região nordeste do estado, amplia sua abrangência. A instituição fortalece parcerias com entidades públicas e privadas. Ela desenvolve tecnologias para culturas como soja, milho e algodão.
A Fundação Chapadão completa quase 29 anos de operação. Ela atende atualmente municípios como Chapadão do Sul, Costa Rica, Paraíso das Águas, Alcinópolis, Cassilândia, Paranaíba e Coxim. A fundação expande seus projetos para novas áreas no norte sul-mato-grossense.
Foco em Soja e Milho e a Ascensão da Cana-de-Açúcar
Ilton Henrichsen, presidente da Fundação Chapadão, avalia as características climáticas da região norte de Mato Grosso do Sul. Elas favorecem a consolidação das culturas de soja e milho. Estas atividades devem manter a prioridade nas pesquisas nos próximos anos. A estabilidade climática local proporciona condições favoráveis para a produção agrícola. Isso reduz os impactos de veranicos, mais frequentes em outras regiões do estado e do país.
“A soja e o milho estão muito consolidados na nossa região. Por isso, as pesquisas continuarão focadas no desenvolvimento de novas cultivares, no aumento da produtividade e em soluções para os desafios que surgem a cada safra”, afirma Henrichsen.
Henrichsen destaca a expansão da cana-de-açúcar. Ela merece atenção crescente dos pesquisadores. Isso ocorre especialmente em áreas consideradas marginais para a produção de grãos. O avanço da atividade e a presença de usinas na região indicam a necessidade de ampliar estudos para a cultura.
“A cana já é uma realidade em parte da região e existe uma demanda crescente por conhecimento técnico. É uma área que pode receber mais atenção da pesquisa nos próximos anos”, ressalta.
Origens da Fundação e Impacto Atual
André Bartolomeu Piesanti, diretor-executivo da Fundação Chapadão, explica a origem da instituição. Ela surgiu de uma demanda dos produtores rurais. Eles enfrentavam sérios problemas com nematoides na década de 1990. Essas pragas comprometiam a viabilidade econômica das lavouras de soja.
“A Fundação nasceu da necessidade de manejar um problema que estava inviabilizando o cultivo de soja na região. Um grupo de produtores se reuniu para fomentar a pesquisa científica e, desde então, construímos uma trajetória baseada em parcerias com a Embrapa, municípios e o Governo do Estado”, frisa Piesanti.
A instituição desenvolve pesquisas que abrangem mais de 500 mil hectares de áreas agrícolas. O foco inclui validação de novas cultivares, manejo de pragas e doenças, fertilidade do solo, nutrição vegetal, sementes e nematoides. Também desenvolve tecnologias para mitigar efeitos climáticos sobre as lavouras. A validação regional das novas variedades é fundamental. Ela orienta os produtores sobre o potencial produtivo de cada material e sua adaptação às condições locais.
“A cada ano surgem novos materiais genéticos no mercado e eles precisam ser avaliados na nossa região. Analisamos potencial produtivo, comportamento diante de doenças, melhor época de plantio e adaptação ao clima. Essas informações servem para nortear a tomada de decisão no setor agrícola”, conclui Piesanti.
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André Vilela
Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.
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