Ciência a Serviço da Justiça: Parceria entre UFMS e Polícia Científica de MS Celebra Cinco Anos de Sucesso
Da teoria à prática: colaboração aproxima estudantes da perícia criminal e impulsiona métodos laboratoriais essenciais para investigações.
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Em 2026, a parceria entre a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e a Polícia Científica de Mato Grosso do Sul (PCi-MS) celebra seu quinto aniversário, consolidando um elo fundamental entre o rigor acadêmico e a prática forense. Essa colaboração tem transformado pesquisas universitárias em métodos periciais aplicados, impulsionando a qualidade e a agilidade das investigações criminais no estado. Um exemplo notável é a trajetória de Brenda Pache Moreschi, que, desde seu estágio em 2019, trilhou um caminho de sucesso que ilustra os frutos dessa união.
Brenda Pache Moreschi, hoje uma profissional atuante na área de cromatografia, ingressou no laboratório de química e toxicologia do Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (IALF) da PCi-MS ainda como estudante de Química Tecnológica da UFMS. Sua experiência como estagiária voluntária, iniciada em 2019, não apenas aprofundou seu interesse pela perícia criminal, mas também a conectou diretamente com a exigência de método, rastreabilidade e responsabilidade inerentes à análise de provas periciais. Essa vivência prática foi a base para seu trabalho de conclusão de curso, mestrado e doutorado, demonstrando o poder da iniciativa em aproximar a teoria da realidade laboratorial.
Entre os avanços científicos resultantes desse intercâmbio está o desenvolvimento de uma metodologia inovadora para a detecção de bromadiolona, uma substância comumente encontrada em rodenticidas. A pesquisa, concebida no ambiente acadêmico, foi adaptada para identificar o composto em amostras de interesse forense e biológico. “Já estamos utilizando essa metodologia para analisar conteúdo gástrico de cães e gatos com morte suspeita de envenenamento”, afirma Evandro Rodrigo Pedon, chefe da Divisão de Química e Toxicologia (DQT) do IALF. Este é um claro exemplo de como o conhecimento gerado na universidade retorna para o laboratório oficial, tornando-se uma ferramenta crucial de apoio aos exames periciais e à apuração de casos.
Formalizada em 2021 por meio da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), a cooperação entre a Polícia Científica e a UFMS abrange diversas áreas da perícia oficial. No IALF, o vínculo se fortalece particularmente na Divisão de Química e Toxicologia (DQT), em estreito diálogo com o Instituto de Química (Inqui) da universidade. A diretora do IALF, Josemirtes Socorro Prado da Silva, explica que essa aproximação se organiza em duas frentes principais: pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico, focadas na pós-graduação, e o programa de estágio supervisionado, voltado para graduandos dos cursos de Química e Farmácia-Bioquímica. Foi nesse contexto que Brenda, por exemplo, retornou à DQT em 2021 para seu estágio obrigatório, desenvolvendo um método analítico para determinação de cocaína em materiais apreendidos.
Na prática, essa colaboração não apenas capacita futuros profissionais da perícia com experiência real, mas também garante que a Polícia Científica de Mato Grosso do Sul esteja na vanguarda das técnicas analíticas. Ao transformar o conhecimento acadêmico em soluções aplicadas, a parceria entre UFMS e PCi-MS eleva o padrão dos exames periciais, fortalecendo a segurança pública e a justiça no estado.
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André Vilela
Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.
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