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Cinema de Mato Grosso do Sul Vive Era de Ouro Impulsionada por Investimentos e Projeta Expansão

No Dia do Cinema Brasileiro, setor audiovisual do estado celebra momento histórico com robustos editais e mira maior projeção nacional e internacional.

19/06/2026 às 19:57
3 min de leitura

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Nesta sexta-feira, 19 de junho de 2026, o Dia do Cinema Brasileiro é celebrado com particular entusiasmo em Mato Grosso do Sul. O setor audiovisual do estado atravessa um de seus períodos mais promissores, impulsionado por políticas públicas estratégicas e um notável amadurecimento de sua cadeia produtiva, resultando em crescimento da produção local, ampliação da circulação de obras e fortalecimento da formação profissional.

Nos últimos cinco anos, Mato Grosso do Sul foi agraciado com um volume expressivo de investimentos destinados ao audiovisual. Somente a Lei Paulo Gustavo (LPG) direcionou mais de R$ 20 milhões para projetos estaduais. A esse montante somam-se os recursos contínuos do Fundo de Investimentos Culturais (FIC) estadual e, mais recentemente, os aportes da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), que desde sua implementação garante uma fonte perene de financiamento para a cultura brasileira.

Em 2026, a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) reforçou esse cenário ao lançar três editais específicos para o audiovisual, totalizando R$ 1 milhão em investimentos por meio da PNAB. As chamadas públicas foram cuidadosamente elaboradas para contemplar diversas etapas da cadeia produtiva, desde a produção de novas obras até sua circulação e exibição em variados formatos.

Um dos editais prevê R$ 100 mil para o licenciamento de 30 obras audiovisuais finalizadas a partir de 2023, garantindo sua exibição em iniciativas como o Rota Cine, mostras promovidas pelo Museu da Imagem e do Som (MIS) e na programação da TV Educativa. Outra iniciativa destina R$ 500 mil à produção de cinco curtas-metragens de animação inéditos, com um teto de R$ 100 mil por projeto. Já o terceiro edital disponibiliza R$ 400 mil para apoiar financeiramente a participação de produções sul-mato-grossenses em festivais e mostras, tanto em território nacional quanto internacional. A conclusão desses editais está prevista para agosto deste ano.

Para o cineasta Roberto Leite, com mais de duas décadas de atuação no setor, o momento atual representa um marco histórico para o audiovisual de Mato Grosso do Sul. “Posso dizer que vivemos um dos períodos mais importantes da história do setor no estado”, afirma. Ele destaca que “especialmente com a chegada da Lei Paulo Gustavo e da Política Nacional Aldir Blanc, houve um fortalecimento significativo da produção audiovisual. Esses recursos permitiram que produtores, diretores, roteiristas, técnicos e artistas tivessem condições de desenvolver projetos com mais qualidade e alcançar novos espaços de exibição e reconhecimento”.

Leite ressalta, contudo, que o cenário próspero de hoje é resultado de uma construção iniciada muito antes da chegada das políticas federais. “Diversos profissionais já vinham construindo o audiovisual sul-mato-grossense por meio dos editais estaduais, como o FIC, além de iniciativas da iniciativa privada. Foi esse trabalho contínuo que preparou o terreno para o momento que vivemos atualmente, garantindo que o estado estivesse pronto para capitalizar os novos investimentos e solidificar sua posição no cenário nacional.”

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André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

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