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Das Redes Sociais ao Laboratório: Aos 13 Anos, Laura Descobre o Mundo da Perícia Oficial

Inspirada por vídeos online, estudante do 8º ano de Campo Grande vivencia a rotina da Polícia Científica de MS e consolida seu sonho de carreira.

22/06/2026 às 14:17
3 min de leitura

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Aos 13 anos, Laura Giovana Chaves dos Santos já tem um destino profissional traçado: ser perita. Na semana passada, essa paixão por desvendar mistérios, antes alimentada por telas de redes sociais e séries de TV, ganhou uma dimensão real e palpável. A estudante do 8º ano da rede municipal de Campo Grande trocou o mundo digital por uma imersão nos bastidores da perícia oficial.

Acompanhada pela mãe, Luciana Chaves da Cruz dos Santos, Laura percorreu os quatro institutos da Polícia Científica de Mato Grosso do Sul (PCi-MS). Lá, teve a oportunidade única de conversar com peritos criminais, peritos papiloscopistas, peritos médico-legistas e agentes de polícia científica, desvendando como cada especialidade contribui para a produção da prova pericial.

Sua curiosidade foi além dos equipamentos e procedimentos técnicos. Laura questionou os profissionais sobre suas escolhas de carreira, o caminho até a aprovação em concurso público, as atividades diárias e os desafios da rotina. O interesse pela área surgiu após assistir a um vídeo sobre perícia criminal nas redes sociais, que a remeteu a filmes e séries já acompanhados. “Eu vi um vídeo que falava sobre esse trabalho. Depois, pesquisei um pouco mais e achei muito legal. Esse foi o meu primeiro contato”, revelou a adolescente.

No Instituto de Criminalística (IC), a jovem pôde observar de perto o trabalho em locais de crime e núcleos especializados. Em uma demonstração de balística, acompanhou a análise de pequenas marcas deixadas em elementos de munição, compreendendo como esses sinais são comparados para identificar a arma de origem. A perícia que antes via nas telas, agora era explicada por quem a realiza diariamente.

Laura também mergulhou na documentoscopia, aprendendo sobre a autenticidade de documentos e a identificação de alterações. Passou pela informática forense, perícias ambientais e engenharia legal, compreendendo a vastidão de conhecimentos – de física e química a biologia e tecnologia – que um mesmo caso pode exigir. Os agentes de Polícia Científica detalharam o apoio crucial que oferecem nos exames e na preservação de vestígios.

A experiência foi transformadora para a futura perita. “Eu gostei de tudo. Vi como eles analisam documentos para saber se são verdadeiros, conheci a parte das armas e achei tudo muito interessante”, celebrou Laura. A visita, organizada pela Assessoria de Comunicação da Polícia Científica após um e-mail da tia da estudante, reforça a importância de conectar a curiosidade gerada pelo universo digital com a realidade das profissões, inspirando a próxima geração de cientistas forenses.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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