Nova Era no SUS: Ressonância Magnética em Dourados Põe Fim a Anos de Espera e Longas Viagens
Equipamento inédito na rede pública do Cone Sul de MS oferece diagnósticos de alta complexidade, transformando a rotina de milhares de pacientes em 34 municípios.
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Pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) no Cone Sul de Mato Grosso do Sul celebram uma nova realidade no acesso a exames de alta complexidade. A instalação do primeiro aparelho de ressonância magnética na rede pública, no Hospital Regional de Dourados (HRD), está pondo fim a anos de espera e a exaustivas viagens, transformando a vida de moradores de 34 municípios da macrorregião. Para Adelina Sales, que aguardava o procedimento há quase quatro anos para tratar artrose no joelho, a novidade significou o fim de uma saga que incluía madrugadas na estrada e a incerteza de um diagnóstico.
A rotina de Adelina, moradora da zona rural, exemplifica o desafio superado. Acostumada a levantar à meia-noite e viajar por horas para chegar ao hospital, ela descreveu a experiência como cansativa, mas o alívio de finalmente realizar o exame foi palpável. “A gente mora na roça e ficava esperando, esperando, e nunca saía. Agora saiu, graças a Deus”, relatou. O equipamento, em funcionamento desde 27 de abril de 2026, tem capacidade para cerca de 500 exames por mês, eliminando a necessidade de deslocamentos para outros grandes centros e garantindo diagnósticos precisos mais próximos dos pacientes que dependem exclusivamente do SUS.
Além da redução da distância, a qualidade do atendimento também marcou Adelina. Ela destacou a diferença no tratamento recebido no HRD, onde se sentiu acolhida, contrastando com experiências anteriores em que, por ser da zona rural, percebia um tratamento desigual. “Cheguei e já vieram pegar meus documentos, me encaminharam rápido, os médicos atenderam muito bem. Fui muito bem tratada”, afirmou. A história de Luciene de Medeiros, de Itaporã, reforça a urgência dessa nova estrutura. Convivendo com bursite e rompimento dos tendões dos ombros, Luciene esperava por uma ressonância magnética desde 2019, um exame crucial para a cirurgia que havia sido solicitada em 2023.
Para pacientes como Adelina e Luciene, que enfrentavam anos de angústia e incerteza, a chegada da ressonância magnética ao Hospital Regional de Dourados não é apenas um avanço tecnológico, mas uma garantia de dignidade e acesso à saúde. A iniciativa representa um marco para o SUS na região, prometendo um futuro onde diagnósticos rápidos e precisos estejam ao alcance de todos, independentemente de sua localização ou condição socioeconômica, consolidando Dourados como um polo de referência em saúde de alta complexidade para o Cone Sul de Mato Grosso do Sul.
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André Vilela
Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.
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