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POLÍTICA

Itamaraty Defende Atuação em Crise de Tarifas e Acusa Oposição de Interferência Externa

Ministério das Relações Exteriores rebate críticas sobre ausência em audiência nos EUA e associa "tarifaço" a ação política, após Flávio Bolsonaro confirmar participação em evento sobre sanções.

24/06/2026 às 20:16
3 min de leitura
Futura Press/Folhapress

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O Ministério das Relações Exteriores defendeu nesta quarta-feira (24 de junho de 2026) a atuação do governo brasileiro na investigação comercial conduzida pelos Estados Unidos. A pasta, por meio de suas redes sociais, associou a proposta de tarifas contra o Brasil a uma “tentativa de interferência externa na Justiça brasileira”. A manifestação ocorreu após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, anunciar sua participação em uma audiência pública sobre o tema em Washington.

O Itamaraty afirmou que “os traidores da Pátria não conseguirão reescrever a história”. O ministério sustentou que o que chamou de “tarifaço” tem origem em uma tentativa de intervenção externa. “O Brasil sabe que o tarifaço tem sua origem em uma tentativa de interferência externa na justiça brasileira”, publicou o perfil oficial da pasta.

Flávio Bolsonaro Confirma Participação em Audiência nos EUA

Flávio Bolsonaro confirmou sua presença na audiência pública do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), agendada para 6 de julho de 2026, em Washington. O senador se inscreveu para falar presencialmente no evento. Ele defenderá a suspensão da proposta de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros e a abertura de negociações bilaterais entre os dois países.

Nas publicações desta quarta-feira, o Itamaraty também respondeu às críticas sobre a ausência de representantes do governo brasileiro na audiência. Segundo o ministério, as audiências públicas da chamada Seção 301 são tradicionalmente destinadas à participação do setor privado e da sociedade civil. “As audiências públicas da Seção 301 nos Estados Unidos são espaço de atuação do setor privado e da sociedade civil. Outros importantes parceiros comerciais dos Estados Unidos, como China e União Europeia, tampouco enviam representantes às audiências públicas”, declarou.

Acompanhamento Diplomático e Histórico da Investigação

O governo brasileiro destacou que acompanha a investigação desde sua abertura, em julho de 2025, por meio de canais diplomáticos diretos. O Itamaraty informou que o Brasil apresentou duas defesas escritas durante o processo e participou de consultas governamentais com autoridades americanas em Washington. “O governo brasileiro tem participado ativamente nessa investigação pelos canais diretos de interlocução entre governos, desde sua abertura em 15 de julho de 2025”, acrescentou a pasta.

A investigação conduzida pelo USTR analisa práticas comerciais brasileiras consideradas potencialmente discriminatórias pelos Estados Unidos. Ao final do processo, o órgão recomendou a aplicação de tarifas de 25% sobre a maior parte dos produtos brasileiros exportados para o mercado americano. A decisão final, no entanto, caberá ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O tema gerou um dos principais embates políticos entre governo e oposição nos últimos meses. O Palácio do Planalto atribui o avanço da investigação à atuação da família Bolsonaro junto ao governo americano. Aliados do senador, por outro lado, afirmam que ele trabalha para evitar a adoção das tarifas e defender os interesses econômicos brasileiros.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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