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POLÍTICA

Lula e França em reunião decisiva para chapa paulista

Encontro desta quarta-feira busca convencer ex-ministro do PSB a aceitar vice de Fernando Haddad na corrida pelo governo de São Paulo.

24/06/2026 às 09:17
3 min de leitura
Ex-ministro Márcio França (PSB) e o presidente Lula (PT)

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-ministro Márcio França (PSB) estão reunidos hoje, 24 de junho de 2026, em Brasília, em um encontro crucial para selar a chapa que disputará o governo de São Paulo. A expectativa é que a reunião, que também conta com as presenças do pré-candidato ao Palácio dos Bandeirantes, Fernando Haddad (PT), e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), defina se França aceitará ser o vice na candidatura petista.

A busca por essa composição não é recente. No final de maio, o presidente Lula já havia manifestado a aliados seu desejo de ver França ao lado de Haddad. Contudo, o pessebista inicialmente resistia, priorizando uma vaga no Senado – cenário que o colocava em disputa com Marina Silva (Rede) pela segunda cadeira, após a confirmação de Simone Tebet (PSB).

A dinâmica eleitoral paulista, no entanto, sofreu alterações significativas no último final de semana. Após Paulo Serra (PSDB) e Kim Kataguiri (Missão) anunciarem a desistência de suas pré-candidaturas ao Executivo estadual, Márcio França intensificou seus movimentos para disputar o Palácio dos Bandeirantes como cabeça de chapa.

O principal argumento de França é a necessidade de uma “terceira via” em São Paulo. Em sua avaliação, a ausência de um nome forte além de Haddad e do atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) esvaziaria a eleição, elevando as chances de Tarcísio liquidar a disputa já no primeiro turno. Aliados do ex-ministro complementam que tal desfecho impactaria negativamente o projeto nacional da esquerda, liberando Tarcísio para apoiar a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e deixando Lula sem um aliado no segundo turno do maior colégio eleitoral do país.

Por outro lado, a equipe de Fernando Haddad contesta essa análise. Eles defendem que a candidatura de França ao governo tende a atrair eleitores do próprio Haddad, e não do governador Tarcísio. Para os petistas, a contribuição de Márcio França seria mais estratégica e efetiva se ele ocupasse a vaga de vice na chapa, fortalecendo a frente de oposição ao atual governo estadual. A reunião de hoje busca, portanto, superar essas divergências e consolidar uma frente unida para a eleição paulista de 2026.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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