Haddad e França Formam Chapa para Governo de São Paulo em 2026
Ex-ministro Márcio França aceita vaga de vice, consolidando aposta do governo Lula contra Tarcísio de Freitas
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Fernando Haddad (PT), pré-candidato ao governo de São Paulo, anunciou nesta quinta-feira (25) Márcio França (PSB) como seu companheiro de chapa para a vaga de vice nas eleições estaduais de 2026. Esta decisão representa a principal estratégia do governo Lula para enfrentar o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que lidera as pesquisas de intenção de voto no estado.
A Formalização da Chapa
Haddad já havia comunicado na quarta-feira (24) que Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede) e o próprio França se colocaram à disposição para compor a chapa. O convite formal a França ocorre após intensas negociações e a preferência expressa do presidente Lula. Haddad formalizou o convite a Tebet, Silva e França para a chapa em São Paulo, conforme noticiado anteriormente.
“Me sinto honrado pela confiança desses três colegas de ministério e me comprometi a formalizar o convite até amanhã”, declarou Haddad sobre as conversas que antecederam a definição.
A escolha de França como vice resultou de reuniões com o presidente Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin. Lula já havia manifestado a aliados, no final de maio de 2026, seu desejo de ver França na chapa de Haddad.
Superando Resistências
A aceitação de Márcio França não ocorreu sem desafios. Inicialmente, o pessebista planejava disputar uma vaga no Senado. Com a confirmação de Simone Tebet para uma das vagas, França disputava a segunda com Marina Silva. Contudo, o ex-ministro do Empreendedorismo cedeu ao apelo do Palácio do Planalto. A avaliação é que seu perfil moderado é crucial para expandir o alcance da chapa, atraindo eleitores para além da base tradicional da esquerda no maior colégio eleitoral do país.
Com a definição de França, Simone Tebet e Marina Silva têm caminho livre para consolidar suas pré-candidaturas ao Senado.
A Breve Tentativa de Candidatura Própria
Márcio França chegou a articular uma candidatura própria ao governo de São Paulo após Paulo Serra (PSDB) e Kim Kataguiri (Missão) anunciarem suas desistências no último final de semana. França argumentava que, sem uma terceira via, a eleição ficaria esvaziada, aumentando as chances de Tarcísio de Freitas vencer no primeiro turno de 2026.
Aliados de França consideravam que um cenário de vitória de Tarcísio no primeiro turno impactaria negativamente o projeto nacional da esquerda. Lula ficaria sem um aliado no segundo turno em São Paulo. Além disso, Tarcísio estaria livre para dedicar-se integralmente à campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que é um dos nomes considerados para a disputa presidencial em 2026.
No entanto, aliados de Haddad contestaram essa visão. Fontes próximas à campanha petista indicavam que uma candidatura de França poderia desviar votos do próprio Haddad, e não do atual governador. Eles defendiam que França contribuiria mais para o enfrentamento a Tarcísio ocupando a vaga de vice na chapa do ex-ministro da Fazenda.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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