Brasileiros Divergem sobre Classificação de PCC e CV como Terroristas pelos EUA
Pesquisa Ipsos/Ipec de junho de 2026 revela opiniões divididas sobre segurança, soberania e impactos econômicos da medida americana.
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A opinião pública brasileira se divide sobre a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos. Uma pesquisa Ipsos/Ipec, realizada em junho de 2026, mostra que 39% dos entrevistados consideram a decisão uma interferência dos Estados Unidos em assuntos internos do Brasil. Em contrapartida, 24% discordam dessa percepção de interferência.
Impacto na Segurança Pública e Economia
A medida americana gera visões contrastantes sobre a segurança pública brasileira. Trinta e três por cento (33%) dos participantes avaliam que a classificação melhorará a segurança pública do Brasil. No entanto, 28% acreditam que a situação não apresentará melhorias. O impacto econômico também divide os brasileiros: 31% afirmam que a decisão deve prejudicar a economia nacional, enquanto outros 31% não preveem prejuízos.
Ameaça ao Pix e Cooperação Policial
A pesquisa abordou a possível ameaça da classificação ao sistema de pagamentos Pix. Trinta e nove por cento (39%) dos entrevistados discordam que o Pix será ameaçado, enquanto 21% concordaram totalmente com a afirmativa. A cooperação entre as polícias e serviços de inteligência do Brasil e dos Estados Unidos também foi tema da pesquisa. Para 30%, a medida não atrapalhará o trabalho conjunto. Contudo, 27% avaliam que haverá entraves.
Riscos a Comunidades e Recursos Nacionais
A segurança dos moradores em comunidades dominadas pelo PCC e Comando Vermelho é uma preocupação para 41% dos entrevistados, que acreditam que a classificação os colocará em risco. Por outro lado, 24% não veem essa ameaça. A decisão dos EUA também levanta questões sobre a soberania dos recursos nacionais. Trinta e dois por cento (32%) dos participantes veem a medida como uma ameaça a riquezas brasileiras, como terras raras e a região amazônica. Já 29% não compartilham dessa hipótese.
A pesquisa Ipsos/Ipec foi conduzida entre os dias 13 e 17 de junho de 2026, com duas mil pessoas em 130 municípios do País. O debate sobre o combate ao crime organizado e suas implicações internacionais segue em pauta. Casos como a Operação “Última Parada”, que desvendou lavagem de dinheiro do PCC, e a criação de núcleos especializados, como o Núcleo Aéreo da Polícia Civil de MS para reforçar o combate ao crime organizado, ilustram a complexidade do tema no cenário nacional.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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