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POLÍTICA

Marília Campos Mantém Resistência a Candidatura ao Governo de Minas Gerais em 2026

Ex-prefeita de Contagem (MG) prioriza pré-candidatura ao Senado, apesar da pressão do PT e do presidente Lula.

30/06/2026 às 03:56
3 min de leitura
Presidente do PT, Edinho Silva, durante o IV Encontro Nacional de Evangélicos e Evangélicas do partido

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A ex-prefeita de Contagem (MG), Marília Campos (PT), resistiu à pressão do presidente nacional do PT, Edinho Silva, para disputar o governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. Ela mantém seu foco na pré-candidatura ao Senado, onde pesquisas a posicionam favoravelmente. Edinho Silva viajou ao estado a pedido do presidente Lula com a missão de convencê-la a entrar na corrida pelo Palácio Tiradentes.

Aliados da ex-prefeita descreveram a reunião como “longa”, “amigável” e “respeitosa”. O encontro também contou com a participação da presidente estadual do PT, deputada Leninha (MG). Embora não tenham chegado a uma definição imediata, os três acordaram que a decisão final sobre a candidatura será tomada na próxima semana.

A presidente do PT em Minas Gerais, Leninha, confirmou em nota que nenhuma decisão foi alcançada no encontro. “Seguiremos em diálogo com nossa direção e lideranças estaduais e nacional. Novos diálogos ocorrerão nos próximos dias”, escreveu.

PT busca nome para o governo de Minas Gerais em 2026

Na última quarta-feira, 24 de junho de 2026, a bancada do PT reuniu-se com o presidente Lula em Brasília e decidiu pela candidatura própria ao governo de Minas Gerais nas eleições de 2026.

Lula inicialmente desejava lançar o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Durante meses, o presidente trabalhou para persuadir o aliado a entrar na disputa. Pacheco, no entanto, resistiu às investidas e declinou da candidatura.

A negativa de Pacheco obrigou Lula a recalcular a estratégia no estado. Minas Gerais é considerado um dos mais estratégicos para a eleição presidencial de 2026. Desde a República Velha, todos os candidatos que venceram a disputa no estado também triunfaram no pleito nacional.

Antes de autorizar a candidatura própria, Lula considerou apoiar outras candidaturas, como a do ex-vereador Gabriel Azevedo (MDB), pré-candidato do partido ao Palácio Tiradentes. Contudo, a ideia enfrentou resistência dentro do PT mineiro devido ao histórico político de Azevedo.

Azevedo iniciou sua militância política no PSDB, quando os tucanos tinham Aécio Neves como principal liderança em Minas Gerais. Ele também se posicionou favorável ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Houve ainda uma tentativa de reaproximação com o ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT), mas as conversas não avançaram.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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