PF deflagra nova fase de operação que mira assessores de Sóstenes Cavalcante por desvio de cota parlamentar
Investigação apura uso de notas fiscais fictícias de locadora de veículos; deputado não é alvo da ação desta quarta-feira, 1º de julho de 2026.
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Operação Galho Fraco II investiga desvio de recursos públicos
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira, 1º de julho de 2026, a terceira fase da Operação Rent a Car, batizada de Galho Fraco II. A ação mira assessores do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e investiga um suposto esquema de desvio de recursos da cota parlamentar da Câmara dos Deputados. O esquema envolveria uma locadora de veículos suspeita de emitir notas fiscais fictícias. O deputado Sóstenes Cavalcante não figura como alvo da operação deflagrada nesta quarta-feira.
O Estadão solicitou manifestação do deputado sobre as novas diligências da PF. O espaço permanece aberto para posicionamento.
Apreensão de R$ 430 mil e suspeita de fraude na origem
Em dezembro de 2025, a Polícia Federal apreendeu R$ 430 mil em espécie durante diligências realizadas em endereços ligados ao deputado. Na ocasião, Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, afirmou que o dinheiro era proveniente da venda de um imóvel. Contudo, os investigadores suspeitam dessa versão e cumprem novas diligências para aprofundar a apuração sobre a origem dos recursos.
Um dos alvos da operação desta quarta-feira, 1º de julho de 2026, é apontado pela investigação como o principal suspeito de forjar a compra e venda do imóvel apresentada para justificar a origem dos R$ 430 mil apreendidos.
Diligências autorizadas pelo STF
As medidas judiciais foram autorizadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). As diligências são cumpridas no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais. A PF informou que o objetivo é coletar e preservar elementos de prova. Todos os alvos desta fase são advogados.
A Polícia Federal declarou que: “As investigações apontam indícios de possível esquema envolvendo agentes públicos, particulares e pessoas jurídicas supostamente utilizadas para dar aparência de legalidade à movimentação de recursos públicos. Há também indícios de possíveis tentativas de ocultação ou alteração de provas, o que pode caracterizar fraude processual”.
Fases anteriores e envolvimento de outros parlamentares
Na fase anterior da operação, a PF também cumpriu mandados de busca e apreensão contra o deputado Carlos Jordy (RJ). Na ocasião, Jordy negou qualquer envolvimento em irregularidades.
Reportagem do Estadão revelou que a locadora investigada recebeu R$ 915 mil em recursos da cota parlamentar. Na primeira fase da investigação, a PF concentrou as apurações em assessores dos parlamentares e reuniu informações sobre os contratos. Com o avanço das investigações, a etapa seguinte passou a atingir diretamente os dois deputados.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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